“O que a IA escreve é terrível”, diz escritor da Larian ao afirmar que a tecnologia não ajuda em nada
Divinity está no centro de uma discussão acalorada após preocupações com o uso de IA generativa no processo de criação do jogo. Adam Smith, diretor de narrativa na Larian Studios, abordou essa questão durante um AMA no Reddit, esclarecendo que, embora a tecnologia esteja sendo explorada em conceitos, ela é julgada como insuficiente para redigir qualquer roteiro ou texto dentro do jogo. “O que elas produzem é, francamente, terrível”, disse.
Smith foi categórico ao afirmar que não há geração de texto em diálogos, entradas de diário ou outras escritas em ‘Divinity‘. A ideia da IA invadir a criatividade humana na produção de roteiros foi completamente refutada por ele. “Não ajuda em nada”, comentou Smith ao responder sobre a utilidade do texto gerado por IA como placeholder na produção de jogos.
Segundo Smith, um grupo restrito experimentou ferramentas de geração de texto, mas os resultados alcançaram apenas uma nota 3/10 no máximo. “Mesmo meus piores rascunhos iniciais – e são muitos – são pelo menos um 4/10“, ele brinca, dizendo que o tempo e a quantidade de refinamento para alcançar a qualidade desejada são enormes.
Smith destaca que muitos olhos e mãos revisam qualquer linha antes de ser lançada. Nos estúdios grandes, como a Larian, que desenvolvem RPGs complexos como Baldur’s Gate 3 e a série Divinity, cada decisão criativa é minuciosamente examinada, e o uso de IA não substitui a colaboração humana.
Para finalizar, ele afirma que os resultados produzidos por software são inferiores em qualidade comparados ao trabalho humano. Como resultado, qualquer sessão de feedback deixaria essa diferença ainda mais evidente. Seja qual for o próximo passo para Divinity, ele será o fruto do árduo trabalho dos desenvolvedores da Larian.

Fonte: [GamesRadar]
📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio
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