Eles são ruins, mas fazem sucesso: 11 animes que o público não larga
Todo mundo que curte anime já ouviu falar de obras que fazem enorme sucesso, mesmo com críticas pesadas. Algumas têm animação fraca, histórias que não convencem ou personagens que irritam, mas continuam atraindo fãs, ganhando novas temporadas e virando assunto nas redes sociais.
Leia Mais
Boruto
Boruto é o filho do Naruto, agora Hokage, e vive em tempos de paz relativa. Ele forma um time com Sarada e Mitsuki, faz missões, mas logo aparecem ameaças novas como o clã Otsutsuki e a organização Kara, que mexem com o legado dos pais dele e trazem conflitos geracionais.
O principal ponto negativo é o ritmo. A obra tem filler atrás de filler, especialmente no anime, e demora muito para avançar os arcos importantes do mangá. Alguns fãs reclamam que o poder dos personagens novos quebra a escala estabelecida em Naruto, e que certas decisões de roteiro parecem só para esticar a história ou vender mais merchandise. Ainda assim, muita gente acompanha porque é a continuação direta de Naruto.
Arifureta: From Commonplace to World’s Strongest
O anime segue Hajime, um garoto comum que vai parar em um mundo de fantasia junto com a turma da escola. Depois de passar por uma traição pesada, ele decide se vingar e fica bem mais forte, mudando completamente o jeito dele.
A maior reclamação é o ritmo acelerado demais. A adaptação pula várias partes importantes da light novel, deixando a história confusa logo no começo. A animação sofreu com problemas de produção, tem CGI bem fraco e os personagens secundários não ganham profundidade nenhuma. Mesmo assim, muita gente gosta do tom de vingança e do protagonista que não segue o padrão bonzinho dos isekais.
Sword Art Online
Kirito é um jogador que fica preso dentro de um VRMMO chamado Sword Art Online, onde morrer no jogo significa morrer na vida real. Ele se junta a outros jogadores, forma alianças e tenta chegar ao topo dos 100 andares para libertar todo mundo, enquanto lida com as consequências psicológicas de viver nessa realidade paralela.
A obra começou muito bem com o arco Aincrad, que trouxe tensão real e um conceito inovador, mas depois de um tempo as coisas mudaram de figura. Os arcos seguintes introduzem elementos que muita gente achou forçados, como relações familiares estranhas, protagonistas cada vez mais overpower e vilões que não convencem. Mesmo com essas críticas, SAO virou um fenômeno porque popularizou o gênero preso em outro mundo.
Rent-A-Girlfriend
Kazuya é um universitário que, depois de levar um fora, decide alugar uma namorada de mentira para não ficar na pior. A garota, Chizuru, é atriz e faz o serviço direitinho, mas as coisas vão complicando quando sentimentos reais começam a aparecer.
O problema principal é que a história praticamente não anda. Kazuya toma decisões ruins o tempo todo, repete os mesmos erros e o romance principal fica estagnado temporada após temporada. As outras garotas do harém acabam ficando de lado sem desenvolvimento. O que segura o público é o conceito curioso do serviço de namorada de aluguel, que realmente existe no Japão.
Darling in the Franxx
Num futuro distópico, adolescentes pilotam robôs gigantes chamados em duplas de menino e menina, numa relação que lembra algo bem íntimo. Hiro, que perdeu a capacidade de pilotar, conhece Zero Two, uma garota com chifres que muda tudo pra ele, e os dois começam a questionar o mundo controlado por adultos.
A primeira metade empolga bastante, com mistério, romance e batalhas bonitas. Mas no segundo cour a coisa desanda: o enredo joga revelações estranhas sobre aliens, reprodução humana e destino da humanidade que parecem desconexas, e o final deixou quase todo mundo frustrado. O que segurou a popularidade foi o visual incrível, o casal principal com química forte e toda a discussão inicial sobre relacionamentos e sexualidade.
Tokyo Revengers
Takemichi é um adulto fracassado que descobre que pode voltar no tempo para os tempos de escola. Ele usa isso para tentar salvar a namorada, que morreu no futuro, mudando os rumos de uma gangue de deliquentes. Depois de uma primeira temporada promissora, a obra começou a acumular buracos no enredo e personagens introduzidos sem motivo.
A animação também não ajuda, com cenas de luta fracas e censura em momentos que pediam mais impacto. O que conquistou tanta gente foi a mistura de viagem no tempo com drama de gangues, além de alguns personagens carismáticos. A tragédia e a emoção dos primeiros arcos fizeram o mangá vender muito.
Fairy Tail
A história gira em torno da guilda Fairy Tail, um grupo de magos barulhentos e leais que vivem fazendo missões loucas em um mundo cheio de magia. O protagonista Natsu é um dragon slayer impulsivo que, junto com Lucy, Happy, Erza e Gray, enfrenta inimigos cada vez mais fortes, sempre salvando o dia com muita gritaria e explosões.
O maior problema da obra é a repetição. As lutas seguem quase sempre o mesmo padrão: o vilão domina, alguém leva uma surra, aí vem discurso sobre amizade, o herói libera um poder novo do nada e vira o jogo. Isso acontece arco após arco, durante centenas de episódios, e cansa muita gente. Mesmo assim, o anime fez um sucesso enorme porque o elenco é carismático.
The Future Diary (Mirai Nikki)
Yukiteru ganha um diário que prevê o futuro e é obrigado a participar de um jogo mortal com outras onze pessoas. A única que parece ajudar ele é Yuno, uma garota obcecada que esconde um lado bem perigoso. O Yukiteru é daqueles protagonistas passivos que irritam muita gente, sempre dependendo dos outros.
A relação com a Yuno é tóxica e o enredo vai se perdendo em buracos e reviravoltas que não se sustentam até o final. O que fez o anime famoso foi a Yuno, que virou ícone do arquétipo yandere. Quem gosta de histórias sombrias, cheias de sangue e tensão psicológica, encontra entretenimento nisso, mesmo reconhecendo os defeitos.
School Days
Makoto é um estudante comum que começa a namorar a garota quieta da classe, Kotonoha. Ao mesmo tempo, outra colega, Sekai, se aproxima dele e as coisas vão virando um triângulo amoroso cheio de traições. O anime começa parecendo uma comédia romântica escolar normal, mas vai ficando cada vez mais pesado e melodramático.
As escolhas do Makoto são mal justificadas e o desenvolvimento parece raso. A fama vem quase toda do final, que chocou muita gente na época e virou meme até hoje. Tem quem assista só pela curiosidade de ver esse desfecho infame, mesmo sabendo que o resto da obra não é grande coisa.
In Another World with My Smartphone
Touya morre e renasce em um mundo mágico com o celular do mundo real ainda funcionando. Deus dá vários poderes pra ele como compensação, e ele começa a viajar montando um harém de noivas. A obra peca porque o protagonista é poderoso demais desde o início Não tem conflito real, as batalhas são fáceis e a história vira uma sequência repetitiva de situações leves.
O que atrai é a premissa leve e divertida do celular em mundo de fantasia. Num momento em que isekai explodiu em popularidade, o anime surfou a onda e ganhou até segunda temporada por ser fácil de assistir sem pensar muito.
The Seven Deadly Sins
Meliodas comanda os Sete Pecados Capitais, cavaleiros acusados de traição que na verdade são inocentes. Eles se reúnem para salvar o reino e descobrir o que aconteceu de verdade anos atrás. Depois de temporadas iniciais bem animadas, a qualidade caiu muito com a troca de estúdio.
As lutas viraram slideshows, o fanservice exagerou e o enredo ficou previsível e arrastado até o fim. O sucesso inicial veio do conceito dos pecados como personagens, da trilha sonora marcante e da animação fluida das primeiras partes. Mesmo com as críticas, a franquia continua viva com sequências, spin-offs e jogos.
Gosta do nosso conteúdo? então assine a newsletter e venha fazer parte da nossa comunidade!
📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio
🎮 Importado automaticamente para SushiGames.com.br
COMPARTILHE:



Publicar comentário