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Sarah Bond foi quem empurrou a campanha ‘Isso é um Xbox’, iniciativa que enfrentou críticas até mesmo dentro da Microsoft

A indústria de videogames encerrou a última semana com uma das maiores reviravoltas corporativas da história moderna do Xbox. Phil Spencer anunciou sua aposentadoria, enquanto Sarah Bond deixou seu cargo, marcando o fim de uma era que definiu a transformação da marca ao longo da última década.

No lugar deles, a ex-chefe da Microsoft CoreAI, Asha Sharma, assume a liderança do Xbox, com Matt Booty ocupando um cargo recém-criado de diretor de conteúdo. A mudança repentina na liderança deixou analistas do setor e fãs se perguntando o que vem a seguir para a marca — e por que Bond não foi escolhida para suceder Spencer.

De acordo com uma reportagem detalhada do The Verge, a explicação gira principalmente em torno do estilo de liderança de Bond e de sua direção estratégica para o Xbox nos últimos anos.

Bond teria sido uma das principais arquitetas da filosofia “Play Everywhere” e da campanha “Isso é um Xbox”. Essas iniciativas reposicionaram o Xbox não como um único hardware, mas como um ecossistema que abrange consoles, PC, nuvem e dispositivos móveis. A mensagem estava alinhada à estratégia de serviços de longo prazo da Microsoft — mas não encontrou consenso.

Embora a campanha tenha gerado críticas de parte dos fãs mais tradicionais, que sentiram que a identidade do console estava sendo diluída, o relatório indica que as reações internas também foram mistas. Alguns funcionários teriam ficado “ofendidos” com a abordagem e preocupados com a mudança de foco do console dedicado para uma estratégia priorizando nuvem e mobile.

Uma visão divisiva dentro do Xbox

O relatório também sugere que o estilo de gestão de Bond gerou atritos entre equipes. Fontes a descreveram como exigente e inflexível, estruturando uma organização fortemente alinhada à sua visão. Funcionários que questionavam a direção estratégica teriam sido marginalizados.

Ao mesmo tempo, Bond recebeu elogios por sua capacidade de fechar acordos de alto nível. Ela é apontada como peça-chave na aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft, movimento considerado estratégico para fortalecer o portfólio de conteúdo do Xbox no longo prazo. Ainda assim, além da habilidade em negociações, a reportagem descreve uma liderança cuja estratégia mais ampla enfrentou dificuldades para apresentar resultados concretos.

A queda nas vendas de hardware e a desaceleração na receita do Xbox teriam intensificado as preocupações internas. Com esses indicadores em baixa, parte da equipe acreditava que mudanças na liderança seriam inevitáveis.

Preocupação da Microsoft com o futuro do Xbox

Um dos pontos mais relevantes da apuração é a percepção de que a Microsoft estaria profundamente preocupada com a trajetória do Xbox. A marca é uma das poucas divisões de consumo com reconhecimento global dentro da empresa, e a perda de relevância poderia representar um impacto significativo.

A nomeação de Sharma gerou especulações sobre as intenções da Microsoft. Alguns temeram uma guinada ainda mais forte em direção à inteligência artificial, possivelmente em detrimento da identidade gamer da marca. No entanto, o tom das conversas internas indicaria uma tentativa de “retorno do Xbox” — uma correção de rota para estabilizar a marca e reconstruir a confiança dos consumidores.

Fonte: The Verge


📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio

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