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Resident Evil enfrenta um problema inevitável — seus heróis estão envelhecendo

Por trinta anos, Resident Evil se consolidou como uma das franquias mais reconhecíveis dos videogames. Desde o lançamento do jogo original em 1996, a Capcom construiu um vasto universo em torno de bioterrorismo, com um variado elenco de personagens principais.

Personagens como Chris Redfield, Jill Valentine, Leon S. Kennedy e Claire Redfield se tornaram ícones não apenas na série, mas também na própria indústria de jogos. No entanto, a franquia agora enfrenta um desafio narrativo incomum que poucas séries de longa duração encontram: seus personagens estão envelhecendo em tempo real.

O realismo da linha do tempo e suas consequências

Ao contrário de muitas franquias que mantêm seus personagens permanentemente jovens, Resident Evil em grande parte permitiu que sua linha do tempo avançasse junto com os anos do mundo real. Embora os eventos originais da série tenham ocorrido em 1998, durante o incidente de Raccoon City, mais de duas décadas se passaram desde então.

Naquela época, o elenco de protagonistas era formado por jovens adultos. Leon Kennedy tinha apenas 21 anos durante os acontecimentos de Resident Evil 2, Jill Valentine estava na casa dos vinte anos no incidente da Mansão Spencer, e Chris Redfield ainda era um jovem agente da S.T.A.R.S. iniciando sua longa batalha contra armas biológicas.

O envelhecimento dos personagens junto dos jogadores ajudava a dar à franquia um senso de realismo e amadurecimento, mas agora vem criando um problema crescente. Se a linha do tempo continuar avançando no mesmo ritmo do mundo real e com muitos dos personagens centrais de Resident Evil já estando na casa dos cinquenta anos, em mais algumas décadas estarão idosos demais para continuar combatendo.

Para uma franquia construída em torno de ação intensa, operações militares e confrontos fisicamente exigentes contra monstros, isso levanta questões de até onde a Capcom consegue levar os protagonistas sem passar a linha do aceitável.

Embora Resident Evil sempre tenha misturado horror com ação exagerada, ver personagens na casa dos oitenta anos realizando feitos de combate quase sobre-humanos pode começar a desafiar a credibilidade, mesmo dentro do universo fictício da série.

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A dependência dos seus protagonistas clássicos

A própria Capcom já demonstrou alguns sinais de dificuldade para lidar com essa questão. Em jogos recentes e filmes animados, os personagens frequentemente parecem mais jovens do que suas idades canônicas sugerem.

A série ocasionalmente insinua que a exposição prolongada a vírus ou tratamentos experimentais pode afetar o envelhecimento, o que poderia servir como uma explicação dentro da narrativa para o fato de alguns personagens permanecerem fisicamente capazes após décadas lutando contra armas biológicas.

Ainda assim, essas justificativas soam mais como remendos narrativos do que como soluções de longo prazo. O problema central ainda está presente: a linha do tempo da franquia continua empurrando seus heróis para idades cada vez mais distantes daquelas normalmente associadas a protagonistas de ação.

Outra complicação é a forte dependência da série de seus personagens clássicos. Chris, Leon, Jill e Claire não são apenas figuras recorrentes; eles são os pilares da franquia. Muitos fãs associam diretamente a identidade de Resident Evil a esses personagens, o que torna difícil substituí-los.

A Capcom já tentou introduzir novos protagonistas, mais notavelmente Ethan Winters em Resident Evil 7: Biohazard e Resident Evil Village. Esses jogos foram bem-sucedidos tanto comercial quanto criticamente, provando que a série pode evoluir com novos personagens. No entanto, apesar do sucesso dos jogos, Ethan nunca alcançou o mesmo nível de popularidade do elenco original.

O mais recente jogo, Resident Evil Requiem, trouxe Grace Ashcroft, uma protagonista inédita. Até o momento, a recepção inicial da comunidade parece ser mais positiva do que foi com Ethan no lançamento de Resident Evil 7, especialmente por não cometer o maior erro do personagem: esconder seu rosto constantemente.

Ainda assim, o fato de Grace dividir o jogo com Leon, o personagem mais amado entre os fãs, talvez seja um sinal de que a Capcom não está 100% confiante em um protagonista novo para continuar carregando a franquia.

resident-evil-characters-highlig-1024x576 Resident Evil enfrenta um problema inevitável — seus heróis estão envelhecendo

Afrouxar a linha do tempo pode ser a solução?

A decisão de alinhar a linha do tempo da franquia com os anos do mundo real também impõe outras limitações narrativas. Cada novo jogo precisa se encaixar cuidadosamente em uma cronologia cada vez mais complexa que já se estende por décadas.

Os roteiristas precisam considerar não apenas o histórico dos personagens, mas também suas idades, como isso afeta seus papéis na história e como evoluíram desde sua última aparição. Com o tempo, isso cria uma estrutura narrativa cada vez mais difícil de administrar.

Uma solução possível seria um reboot completo do universo de Resident Evil. Um reinício permitiria à Capcom redefinir a linha do tempo e reintroduzir seus personagens icônicos em estágios mais iniciais de suas carreiras. Essa abordagem poderia preservar a essência da franquia enquanto oferece maior liberdade criativa aos desenvolvedores.

As reinterpretações modernas de Resident Evil 2, Resident Evil 3 e Resident Evil 4, que foram grandes sucessos, mostraram que o público continua interessado em revisitar histórias clássicas com tecnologia e narrativa atualizadas.

Uma abordagem menos radical seria conduzir a franquia gradualmente para uma nova geração de protagonistas, mantendo os personagens clássicos em papéis de apoio. Em vez de liderarem missões diretamente, figuras como Chris ou Leon poderiam aparecer como mentores, algo que já aconteceu em Village, com Chris servindo de apoio para Ethan. Isso permitiria que a Capcom preservasse a continuidade e mantivesse personagens queridos pelos fãs por mais tempo, ao mesmo tempo em que transferiria gradualmente o protagonismo para agentes mais jovens e novas histórias.

Outra possibilidade seria a Capcom simplesmente se afastar, de forma discreta, da linha do tempo rigidamente sincronizada com o mundo real que guiou a série por tantos anos. Ao desacelerar a passagem do tempo dentro do universo fictício, os desenvolvedores poderiam continuar contando histórias com personagens estabelecidos sem empurrar ainda mais a faixa etária. Muitas franquias de longa duração adotam esse tipo de abordagem flexível, permitindo que seus protagonistas permaneçam ativos por décadas sem ficarem presos à cronologia do mundo real.

Conclusão

O “problema do envelhecimento” em Resident Evil é, no fim das contas, resultado de uma escolha narrativa feita no passado. O compromisso com uma linha do tempo realista ajudou a criar um universo coeso e em constante evolução, algo que diferenciou a franquia de muitas de suas contemporâneas. No entanto, à medida que as décadas passam, esse mesmo realismo agora força a Capcom a encarar uma pergunta difícil sobre o futuro de seus heróis mais icônicos.

Um personagem mais velho certamente não é um problema, mas a questão é até onde a Capcom conseguirá levar essa ideia. Claire tinha cerca de 20 anos em sua primeira aparição em Resident Evil 2. Sua última participação foi em Resident Evil Revelations 2, quando estava na casa dos 34 anos. Durante os eventos de Resident Evil Requiem, ela já estaria próxima dos 47 — e, até o momento, não há sinais de quando voltará a aparecer.

Ainda há alguns bons anos pela frente para que a Capcom continue utilizando esses personagens. No entanto, em algum momento no futuro, uma mudança será inevitável — a menos que a franquia chegue a um encerramento definitivo.

E você, acha que isso pode se tornar um problema para o futuro da série? Qual solução considera mais interessante: um reboot, novos protagonistas ou abandonar a progressão em tempo real da história? Deixe sua opinião nos comentários!

Qual caminho Resident Evil deveria seguir no futuro da franquia?

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📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio

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