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11 melhores animes de fantasia que não são isekai (e você precisa assistir)

O sucesso do isekai não aconteceu por acaso, o formato funciona bem e permite explorar ideias interessantes. Ainda assim, a quantidade de obras que repetem a mesma estrutura acabou cansando parte do público.

Felizmente, a fantasia nos animes continua sendo muito mais ampla do que isso. Histórias como Frieren e Made in Abyss mostram que mundos mágicos podem ser explorados de muitas formas diferentes, sem depender da ideia de alguém vindo da Terra para iniciar a aventura.

Se você também já está saturado de protagonistas que acordam em mundos com sistema de RPG, vale a pena revisitar essas obras. Elas lembram que a fantasia nos animes ainda tem espaço para criatividade, construção de mundo e boas histórias.

Berserk (1997)

Esta obra é frequentemente citada como o pilar da fantasia sombria, apresentando um mundo medieval onde a esperança é um recurso escasso. Acompanhamos Guts, um mercenário cujo destino se entrelaça com o carismático Griffith em uma narrativa que explora a ambição humana e a traição em níveis viscerais. O foco aqui não reside no espetáculo da magia, mas no peso do metal e na brutalidade física de um campo de batalha onde monstros e homens são igualmente cruéis.

Muitas franquias de jogos modernas, especialmente a franquia Souls, bebem diretamente da fonte estética e temática de Berserk. Ele estabeleceu o arquétipo do herói trágico que luta contra forças cósmicas inevitáveis, servindo de contraponto ideal ao otimismo desenfreado de muitas fantasias leves. Mesmo décadas após o seu lançamento, a crueza da Era de Ouro continua sendo a referência máxima de como traduzir horror e épico em uma mesma página.

Record of Lodoss War

Considerado por muitos como a transposição definitiva das mecânicas de RPG de mesa para a tela, este título é uma homenagem aos clássicos de elfos, anões e dragões. A trama não tenta reinventar a roda, mas sim polir a estrutura da jornada do herói com uma elegância que remete às grandes ilustrações de fantasia dos anos 80 e 90. Parn e seus aliados personificam a essência da cooperação e da exploração em um continente vasto e repleto de lendas esquecidas.

A qualidade técnica é um testamento da era de ouro da animação, apresentando detalhes minuciosos em armaduras e cenários naturais. Existe um peso tátil em cada movimento, uma característica que se perdeu com a transição para o digital. A direção foca em planos contemplativos que permitem ao espectador absorver a geografia e a história de Lodoss, criando uma sensação de pertencimento a esse mundo fictício.

Made in Abyss

Sob uma fachada de traços infantis e cores vibrantes, esconde-se uma das explorações mais implacáveis sobre a curiosidade humana e o desconhecido. O Abismo, uma cratera colossal de profundidade desconhecida, funciona como o protagonista silencioso que dita o ritmo da descida de Riko e Reg. Cada camada desse ecossistema possui fauna, flora e maldições próprias, transformando a progressão geográfica em um desafio psicológico e físico constante.

Comparado aos universos de fantasia comuns, Made in Abyss se destaca por não oferecer atalhos ou poderes regenerativos milagrosos. A narrativa foca na sobrevivência e na perda, tratando o progresso como algo conquistado através de sacrifícios genuínos. É uma jornada que ressoa com quem aprecia jogos de exploração onde o mapa é o maior inimigo, oferecendo uma experiência imersiva que fica na memória pela sua ousadia visual e narrativa.

The World is Still Beautiful

A narrativa se estabelece através de um choque de culturas entre o Reino da Chuva e o Reino do Sol. Em vez de focar em grandes exércitos, a trama se concentra na diplomacia forçada por um casamento arranjado entre a princesa Nike e o jovem rei Livi. O misticismo aqui é herdado e cultural, manifestado através do controle climático por meio do canto, tratando a magia como um elemento espiritual e orgânico.

A relação entre os protagonistas foge da dinâmica romântica convencional ao lidar com a solidão do poder e a imaturidade emocional. Livi, apesar de ter conquistado o mundo, é uma figura trágica e cínica, enquanto Nike atua como o contraponto que humaniza a governança através da empatia. Essa evolução de personagens é lenta e bem fundamentada, priorizando o diálogo e a compreensão mútua em vez de reviravoltas mirabolantes.

Yona of the Dawn

A premissa parte de uma queda abrupta: uma princesa protegida que perde tudo após um golpe de estado sangrento no palácio. O foco da história não é apenas a vingança, mas o despertar político e social de Yona ao confrontar a miséria do reino que ela nunca conheceu de verdade. Acompanhamos sua transformação de uma jovem ingênua em uma líder resiliente que aprende a manejar o arco para sobreviver.

O folclore do Reino de Kouka é introduzido gradualmente, misturando a busca pelos quatro guerreiros dragões com questões de lealdade e traição. Os dragões não são apenas ferramentas de combate, mas indivíduos com histórias de sofrimento e isolamento ligadas ao seu sangue divino. Essa abordagem dá peso à mitologia da obra, tornando a jornada de Yona algo que ressoa com o destino da própria nação.

Spice & Wolf

Esta obra redefine o épico ao substituir as espadas por moedas e as masmorras por rotas comerciais. A trama segue Kraft Lawrence, um mercador itinerante, e Holo, uma lobo esquecida que busca retornar ao seu lar no norte. A dinâmica entre os dois é baseada em diálogos e uma tensão intelectual constante, onde a sobrevivência depende tanto da economia quanto da astúcia.

O mundo foca em detalhes técnicos de sistemas monetários, rotas de exportação e a influência da igreja sobre o comércio medieval. A magia é sutil e quase melancólica, representando a transição de um mundo regido por deuses da colheita para uma sociedade movida pelo lucro e pela tecnologia agrícola. É uma fantasia urbana e rural que valoriza a lógica e o realismo das interações humanas.

Moribito

Balsa, a protagonista, quebra o padrão das heroínas de fantasia ao ser uma lanceira experiente na casa dos trinta anos que busca redenção por vidas tiradas no passado. Sua missão de proteger o jovem príncipe Chagum de seu próprio pai insere a narrativa em uma trama de proteção e sobrevivência física. O combate aqui é brutal e técnico, priorizando o posicionamento e a precisão da lança em vez de explosões mágicas.

A ambientação se inspira fortemente nas culturas da Ásia Oriental, criando uma mitologia rica em torno de espíritos da água e dimensões paralelas que coexistem com a realidade humana. A relação entre Balsa e Chagum evolui de guarda-costas e cliente para algo paternal, onde ela ensina ao herdeiro do trono o valor da vida comum e o peso da sobrevivência fora dos muros do palácio.

Ranking of Kings

Bojji é um príncipe surdo e fisicamente fraco que aspira a ser o maior rei do mundo, desafiando todas as expectativas de uma sociedade que valoriza apenas a força bruta. O anime utiliza essa premissa para subverter constantemente as primeiras impressões dos personagens; aqueles que parecem vilões revelam motivações complexas, e os que parecem heróis carregam fardos sombrios.

O estilo visual remete a livros de ilustrações infantis europeus, mas o conteúdo aborda temas pesados como regicídio, sacrifício e ambição política. A animação é incrivelmente dinâmica, especialmente nas cenas de combate onde a agilidade e a leitura de movimento de Bojji superam a força física. A narrativa não simplifica o conflito moral, forçando o espectador a questionar suas próprias percepções sobre caráter e honra.

Magi: The Labyrinth of Magic

Inspirada nos contos de “As Mil e Uma Noites”, a obra apresenta um mundo vasto onde labirintos mágicos conhecidos como Dungeons surgem para conceder poder àqueles que os conquistam. A história foca em Aladdin e Alibaba, explorando a economia do comércio de escravos, a queda de impérios e a ética de quem tem o direito de escolher um rei. A magia aqui é alimentada pelo Magoi, uma energia que conecta todas as almas ao destino.

A política internacional é o motor da trama, mostrando como diferentes nações utilizam os itens mágicos conquistados nas Dungeons para expandir seu poder militar ou econômico. Os conflitos não se resolvem apenas com poder destrutivo, mas com ideologias conflitantes sobre o que constitui uma sociedade justa. A obra consegue equilibrar o espetáculo shonen com debates sérios sobre governança e liberdade.

Sentenced to Be a Hero

Aqui, a figura do herói é desconstruída e transformada em uma punição judicial: os criminosos mais perigosos são condenados a lutar na linha de frente contra as forças do mal como “Heróis”. Eles são descartáveis, vigiados e obrigados a servir a uma sociedade que os despreza. O protagonista é um desses condenados, operando em uma zona cinzenta onde o heroísmo é apenas uma obrigação para evitar a execução.

A narrativa foca no niilismo e no custo humano da guerra contra entidades sobrenaturais, onde a glória é substituída pelo medo e pela repressão. Não há o idealismo do salvador do mundo; há apenas a luta brutal pela sobrevivência e a política suja de quem controla as unidades penais de heróis. É uma fantasia militarista e sombria que questiona a moralidade das sociedades que criam seus próprios monstros para combater outros.

Frieren: Beyond Journey’s End

Frieren: Beyond Journey’s End começa onde a maioria das fantasias termina: após a derrota do Rei Demônio e o retorno do grupo de heróis para casa. Frieren, uma elfa que vive milhares de anos, precisa lidar com a passagem do tempo para seus companheiros humanos. O foco é a introspecção e a melancolia de perceber, tarde demais, o valor das conexões humanas que ela ignorou durante a jornada original.

Narrativamente, o tempo é o recurso mais importante; anos passam em poucos minutos de tela, enfatizando a percepção da protagonista. A magia é tratada como um campo de estudo acadêmico e técnico, onde Frieren coleciona feitiços triviais enquanto reflete sobre o legado deixado pelos mortos. É um anime que valoriza o silêncio, a jornada lenta e a beleza nos pequenos detalhes do cotidiano pós-guerra.

A produção técnica é de altíssimo nível, com uma direção de arte que captura a natureza reclamando as ruínas de antigas batalhas e uma trilha sonora que evoca nostalgia e paz. Frieren prova que a alta fantasia pode ser profundamente emocional e filosófica sem depender de conflitos constantes.

 


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📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio

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