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“Cala a boca, ninguém liga”: Jeff Kaplan responde a críticas sobre jogos que não são o que fãs queriam

Jeff Kaplan, ex-diretor de Overwatch e fundador do estúdio Kintsugiyama, não teve papas na língua ao comentar a reação negativa de parte da comunidade ao anúncio de The Legend of California, seu novo jogo. Durante uma livestream de dez horas na Twitch, transmitida no último fim de semana ao lado do chefe e co-fundador do estúdio, Tim Ford, Kaplan foi direto ao ponto sobre quem resolve espalhar raiva por um jogo que nunca jogou: “Cala a boca, ninguém se importa“.

Na semana passada, Kaplan revelou The Legend of California, um shooter em primeira pessoa de mundo aberto e online, ambientado em uma versão fictícia e alternativa da Califórnia durante a época da Corrida do Ouro. É o primeiro projeto do estúdio Kintsugiyama, fundado pelo próprio após sua saída da Blizzard.

O anúncio gerou reações mistas, especialmente dentro da comunidade de Overwatch — fãs que esperavam algo mais próximo do universo que Kaplan ajudou a construir. Durante a transmissão, Kaplan dedicou um trecho considerável para falar sobre o fenômeno do “nerd rage” — a raiva performática que parte da internet despeja sobre anúncios de jogos que simplesmente não são do seu interesse. 

“Como desenvolvedor de jogos, você não consegue fazer um jogo para cada jogador, que todos queiram participar”, ele explicou. “Algumas pessoas simplesmente não vão querer jogar isso. Tem muita raiva estranha da comunidade de Overwatch em relação a esse jogo, de alguns deles. Outros estão apaixonados. É como um diagrama de Venn.”

Kaplan chegou a detalhar a divisão que enxerga: de um lado, quem curte Overwatch e também se anima com o que o Kintsugiyama está construindo; do outro, quem simplesmente não quer jogar o novo título — e para esse grupo, a resposta dele foi simples: “Então não jogue, tudo bem. Ninguém está colocando uma arma na sua cabeça para jogar o jogo, sabe?”

A parte mais direta do discurso veio quando Kaplan traçou uma distinção entre crítica legítima e raiva sem fundamento. Para ele, faz sentido um jogador se manifestar quando uma classe que ele usa ativamente é nerfada — há uma relação real, emocional e prática com o jogo. O problema, segundo ele, é quando a fúria vem de quem nunca tocou no produto.

“Se um jogo sai e você não quer jogar, e nunca jogou? Cala a boca, ninguém liga. A gente não precisa ouvir que você não está afim disso“, afirmou. “Que droga é essa de ‘meu Deus, estou tão chateado que decidiram fazer esse jogo que eu não tenho interesse nenhum’?”

Fonte: Video Games Chronicle


📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio

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