Zé Roberto revela que PlayStation e Crash Bandicoot prejudicaram sua passagem pelo Real Madrid
Zé Roberto abriu o jogo sobre uma fase pouco conhecida de sua carreira: durante sua passagem pelo Real Madrid, em 1997, o hábito de jogar PlayStation até de madrugada — obcecado em zerar Crash Bandicoot — comprometeu seu condicionamento físico e seu rendimento em campo. A revelação foi feita em entrevista ao programa Abre Aspas, do Globo Esporte.
O ex-jogador chegou ao clube espanhol com apenas 21 anos, recém-casado e vivendo sua primeira experiência na Europa. Foi justamente nesse contexto de novidades que a PlayStation entrou na rotina — e bagunçou tudo. “O videogame me prejudicou muito porque eu era muito jovem. Recém-casado, comprei um PlayStation. Jogava até altas horas da madrugada, comia mal e dormia pouco. Perdi rendimento e engordei”, declarou o ex-atleta.
A obsessão com Crash Bandicoot
O ponto central do problema era a dificuldade de largar o controle. Zé Roberto conta que a incapacidade de terminar Crash Bandicoot gerava um ciclo difícil de quebrar: estresse, noites mal dormidas e uma alimentação fora de qualquer padrão profissional. “Eu queria terminar o jogo e não conseguia. Isso me gerava muito estresse. Ficava acordado jogando e depois batia fome de madrugada. Começava com um biscoito e acabava comendo a caixa inteira”, relembrou.
O reflexo aparecia nos treinos: segundo o próprio jogador, ele chegava ao campo cansado e com olheiras, consequência direta das noites em claro. Ele afirma que aquela foi a única fase de toda sua carreira em que esteve longe de seu melhor nível — e ela coincidiu exatamente com o período no Real Madrid.
A virada de chave
A experiência negativa, no entanto, serviu como ponto de inflexão. Zé Roberto afirma que aquele episódio o fez entender a importância de cuidar do corpo e manter a disciplina fora das quatro linhas. A partir daí, desenvolveu uma rotina rigorosa de treino, alimentação e recuperação que lhe permitiu prolongar a carreira até os 43 anos, passando por clubes como Bayer Leverkusen, Bayern de Munique, Hamburgo e Palmeiras.
Hoje, o ex-jogador enxerga aquela distração da juventude com certa ironia e aproveita para traçar um paralelo com os atletas da geração atual. Para ele, o desafio mudou de forma, mas continua existindo. “Hoje as distrações são diferentes: as redes sociais, a exposição. Se o atleta não se concentrar, fica para trás”, concluiu.
Fonte: Vandal
📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio
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