“Gabe é melhor que você”: Ex-roteirista da Valve critica Tim Sweeney pelas demissões
Chet Faliszek, ex-roteirista da Valve conhecido por seu trabalho em franquias como Half-Life, Portal e Left 4 Dead, criticou publicamente a Epic Games após sua mais recente rodada de demissões, que afetou mais de 1.000 funcionários.
Em uma série de comentários publicados nas redes sociais, Faliszek questionou o impacto de cortes em larga escala no moral dos funcionários e na cultura de desenvolvimento a longo prazo. Segundo ele, decisões como essa dificultam que os desenvolvedores se mantenham motivados ou sintam senso de pertencimento em relação ao próprio trabalho.
“Por que alguém na Epic se sentiria motivado a trabalhar duro agora?”, questionou Faliszek. “Você vê mais de mil pessoas sendo demitidas e projetos inteiros sendo cancelados. Que tipo de mensagem isso passa?”
Faliszek não poupou críticas ao CEO da Epic, Tim Sweeney, culpando ele diretamente pela situação: “Não é como se eles fossem uma empresa de capital aberto. Não é como se houvesse alguma necessidade de atingir metas do mercado de ações. Isso é coisa do Tim Sweeney.. Mil pessoas é mais do que [o número] de pessoas que trabalham na Valve”.
Faliszek chegou a comparar Sweeney com Gabe Newell, cofundador da Valve, dando a entender que a abordagem da empresa em incentivar criatividade e recompensar funcionários se mostrou mais eficaz ao longo do tempo. “E Tim, eu acho que o Gabe é melhor nisso do que você. Não sei o que te dizer, cara, porque você deixou de se importar em criar coisas”, comentou.
“Na Valve, parecia que éramos donos do que criávamos”
Ao relembrar seus anos na Valve, Faliszek destacou o que descreveu como um forte senso de pertencimento entre os funcionários. Apesar de a empresa ser privada, ele esclareceu que esse “sentimento de propriedade” era mais cultural do que literal, os desenvolvedores se sentiam profundamente conectados aos projetos em que trabalhavam.
“Na Valve, eu me importava com o que estava criando e com as pessoas com quem trabalhava”, afirmou. “Havia uma sensação real de que seu trabalho importava e de que você estava construindo algo significativo.”
Ele também ressaltou que a retenção de longo prazo e boas recompensas financeiras ajudavam a sustentar essa cultura, destacando que muitos funcionários permaneceram na empresa por anos e eram bem remunerados.
Demissões e o impacto na indústria
Faliszek relacionou as demissões na Epic a uma tendência mais ampla na indústria de games, onde cortes de pessoal têm se tornado cada vez mais comuns, mesmo diante do sucesso comercial de grandes franquias.
Segundo ele, esse cenário pode corroer a paixão e a experiência dentro das equipes de desenvolvimento. “Estamos perdendo talentos experientes, estamos perdendo cuidado, e estamos perdendo a paixão que impulsiona grandes jogos”, disse.
Fonte: PCGamer
📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio
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