Com apoio dos pais, garoto de 12 anos abandona a escola para seguir carreira no Fortnite
Um jovem gamer japonês de apenas 12 anos está no centro de uma discussão acalorada nas redes sociais após decidir não ingressar no ensino médio para se dedicar integralmente aos eSports. Com o apoio da família, o garoto pretende transformar o jogo competitivo em sua principal atividade profissional.
Conhecido online como Tarou, o streamer começou a jogar videogames ainda aos três anos de idade e, desde então, construiu uma trajetória incomum. Atualmente, ele soma mais de 230 mil seguidores em suas redes, onde transmite principalmente partidas de Fortnite.
A decisão foi anunciada publicamente no dia 8 de fevereiro. Segundo o próprio Tarou, a escolha veio após cerca de um ano de conversas com os pais e a escola. Em uma publicação, ele explicou que deseja criar uma rotina que permita treinar com seriedade, sem abrir mão de cuidados básicos como sono, exercícios físicos e estudos.
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Em entrevista ao site japonês NEWS Post Seven, os pais do garoto revelaram que o talento ficou evidente muito cedo. Ainda no segundo ano do ensino fundamental, Tarou já conseguia derrotar jogadores profissionais. Em 2020, com a orientação de um atleta experiente do cenário competitivo, ele lançou oficialmente seu canal de streaming.

O principal objetivo do jovem é disputar a Fortnite World Cup, um dos maiores torneios do jogo. Para isso, ele acredita que a carga de treino exigida inviabilizaria a conciliação com a escola tradicional. “Os melhores jogadores evoluem o tempo todo. Treinar menos de dez horas por dia não é suficiente para alcançá-los”, afirmou.
O pai de Tarou reforçou esse ponto ao comparar os eSports com esportes tradicionais. Segundo ele, enquanto atletas convencionais treinam cerca de cinco horas por dia, jogadores profissionais passam facilmente de dez horas diárias em preparação. “Se ele frequentasse a escola todos os dias, chegaria exausto. Não haveria como garantir o nível de foco necessário”, explicou.
A família também destaca a capacidade de concentração do garoto, considerada muito acima da média. Em um episódio citado pelos pais, Tarou chegou a jogar por quase 28 horas seguidas, tão imerso que sequer percebeu a necessidade de ir ao banheiro.
Apesar do apoio familiar, a decisão levanta questionamentos. O Japão possui nove anos de escolaridade obrigatória, e não foram divulgadas informações sobre o desempenho escolar do garoto ou se ele receberá algum tipo de ensino alternativo. Nas redes sociais, as opiniões se dividem. Enquanto alguns lamentam a possível perda da experiência escolar, outros defendem a escolha.
Fonte: Scmp
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📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio
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