Judas passou cinco anos só em fase de experimentação para reinventar a narrativa interativa, diz Ken Levine
Judas, o aguardado novo jogo do criador de BioShock, passou cinco anos apenas em pesquisa e desenvolvimento para garantir uma experiência narrativa sem precedentes. Ken Levine revelou que o objetivo era criar um sistema onde os personagens reagem não apenas às escolhas principais, mas a cada pequena ação do jogador.
“É nosso primeiro jogo onde você realmente habita um personagem de uma forma que não acontecia em BioShock”, explicou Levine em entrevista à Game Informer. “Não queríamos apenas fazer um FPS. Queríamos criar um simulador de Judas onde você decide como ela avança pela história, em quem confiar e como lidar com as consequências de suas escolhas.”
Enquanto BioShock oferecia liberdade dentro de seus níveis abertos, sua narrativa era relativamente linear e suas escolhas morais limitadas. Judas busca uma abordagem muito mais ambiciosa, com NPCs capazes de reconhecer e responder até aos menores detalhes de suas ações.
“O mais importante é realmente colocar o jogador dentro do personagem e fazê-lo sentir um pouco do que é estar naquela nave enquanto o sol se põe sobre a raça humana”, continuou o desenvolvedor. A longa fase de P&D foi essencial para construir um sistema onde os personagens reagem não apenas a decisões importantes, mas também à sequência completa de ações do jogador.
Levine apresentou o conceito de “Lego narrativo” há mais de uma década – a ideia de elementos narrativos que podem ser desmontados e reorganizados de formas que ainda façam sentido. Em 2024, ele descreveu Judas como uma abordagem “pseudo-procedural” para jogos narrativos single-player.

📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio
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