Criador do God of War original critica Sons of Sparta: “Isso não é God of War”
David Jaffe, criador do God of War original, compartilhou suas opiniões diretas sobre o recém-revelado God of War: Sons of Sparta. Embora o veterano admita que o projeto lembra o tipo de spin-off em 2.5D que ele sempre imaginou, afirma que o resultado final deixa de lado aquilo que, para ele, define a série.
“Não sei o que dizer sobre esse God of War: Sons of Sparta”, disse Jaffe. “É o tipo de jogo que eu sempre quis em termos de God of War em 2.5D. Mas isso aqui não é o que eu estava falando. Não gostei. Não recomendo. Não é um jogo ruim de forma alguma. É só ok.”
Apesar de não considerar as mecânica ruins, a principal crítica de Jaffe está no tom e no ritmo. Segundo ele, o jogo interrompe a ação com frequência para diálogos, ecoando preocupações que já tinha com a direção moderna da franquia.
“Em God of War Ragnarök existe uma parte da qual muita gente reclama — quando o Atreus faz aquela longa caminhada com a garota de quem gosta”, comparou Jaffe. “Uma pessoa da Santa Monica me disse que hoje o estúdio é movido principalmente pela história. E nesse Sons of Sparta, pelo que joguei, eles ficam parando o tempo todo para os personagens conversarem, conversarem e conversarem.”
Para Jaffe, essa ênfase entra em conflito com a identidade que ele associa à série. Ele também argumenta que a nova representação de Kratos parece desconectada tanto da trilogia grega quanto da reinvenção de 2018, sendo uma versão genérica do personagem.
“Isso não é God of War”, afirmou. “É como se a Sony tivesse dito: ‘Não queremos que seja o Kratos que eles conhecem e amam nem do God of War de 2018 nem da trilogia grega. Vamos transformá-lo em só mais um garoto genérico’. Parece que eu estava vendo um show infantil.”
Ele também sugeriu que uma direção estética bem diferente combinaria melhor com o jogo, apontando para inspirações mais sombrias e brutais. “Eles deveriam ter feito algo como Blasphemous — em termos de violência, sangue e seriedade”, acrescentou Jaffe.
Para Jaffe, a “qualidade de produção também não é muito boa”, ficando abaixo de outros jogos recentes do gênero, como Ninja Gaiden Ragebound. Além disso, ele cita que o maior problema do jogo é o fato de ser genérico.
📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio
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