Diretor de Ghost in the Shell não considera seu clássico como um cyberpunk — e nem gosta do gênero
O diretor Mamoru Oshii, responsável pelo icônico Ghost in the Shell, surpreendeu fãs ao declarar que não considera sua obra como parte do gênero cyberpunk, contrariando décadas de classificação por críticos e entusiastas da cultura pop.
Em declarações que estão repercutindo na comunidade de anime, Oshii foi além e revelou que não tem particular interesse pelo gênero cyberpunk como um todo, apesar de sua criação ser frequentemente citada como uma das obras definitivas do estilo. “Isso é um mal-entendido. Não tenho muito interesse em cyberpunk e, para ser sincero, não li muitas obras do gênero. Não me importo com isso“, afirmou o renomado diretor.
“Pode parecer que ciborgues combinam bem com o cyberpunk, mas eu não acho que seja realmente o caso. Nesse sentido, não dirigi Ghost in the Shell pensando que fosse cyberpunk. Foram os outros, pelo contrário, que disseram que era. Cyberpunk não desperta muito a minha imaginação“, acrescentou ele.
Para muitos especialistas, Ghost in the Shell reúne elementos essenciais do cyberpunk: um futuro distópico dominado pela tecnologia, fusão entre humanos e máquinas, corporações poderosas e questionamentos filosóficos sobre identidade. O anime de 1995 influenciou inúmeras obras posteriores, incluindo Matrix.
A protagonista Major Kusanagi, uma agente cibernética de elite em um corpo sintético mas com cérebro humano, explora justamente os limites entre humanidade e tecnologia — temas centrais do cyberpunk. No entanto, parece que Oshii enxerga sua obra por uma perspectiva diferente do consenso geral.
Fonte: GamesRadar
📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio
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