Brandon Sanderson quer ser o “Kevin Feige” do Cosmere — começando pelo filme de Mistborn
Brandon Sanderson quer escrever pessoalmente o roteiro da adaptação cinematográfica de Nascidos da Bruma (Mistborn) — e o modelo que ele escolheu para guiar esse processo é o de James Gunn. Segundo o próprio autor, em seu podcast, a filosofia é direta: um roteiro excelente pronto antes de rodar uma única cena. Para Sanderson, essa abordagem é o que separa uma adaptação sólida de uma produção caótica, dependente de caras regravações no meio do caminho.
A referência a Gunn não é aleatória. Desde que o cineasta assumiu a liderança da DC Studios, ele tem defendido que os filmes cheguem às filmagens com um roteiro praticamente definitivo. Sanderson contou que tem lido muitos roteiros de Hollywood para se preparar para a tarefa, e um dos que mais o impressionou foi justamente o de Superman. Segundo ele, o texto do filme é muito semelhante ao resultado final visto na tela — prova, na visão do escritor, de que o projeto foi construído sobre uma base narrativa bem consolidada.
Curiosamente, Sanderson já declarou publicamente que não foi fã do resultado artístico de Superman, mas reconhece o mérito do processo de produção. É esse processo que ele quer replicar com Nascidos da Bruma. O objetivo central é evitar os temidos reshoots: além de estourar orçamentos, as regravações tendem a quebrar a continuidade narrativa e gerar problemas criativos em cadeia. O plano do autor, conforme ele mesmo explicou, passa por terminar um primeiro rascunho do roteiro ainda neste ano e, na sequência, encontrar um produtor que lidere o desenvolvimento do filme.
Sanderson quer ser o Kevin Feige do próprio universo
O autor tem deixado claro que pretende se envolver diretamente no processo criativo para evitar os tropeços que afundaram outras adaptações literárias. Nesse sentido, o papel que ele quer desempenhar se assemelha ao de Kevin Feige na Marvel: uma figura que supervisiona a coerência do universo narrativo a longo prazo. E aqui a influência de Gunn aparece novamente — o cineasta trabalhou de perto com Feige no UCM e, agora à frente do novo DC cinematográfico, tem demonstrado que um autor com visão clara consegue guiar um universo compartilhado desde o início.
Para Sanderson, o objetivo é garantir que cada adaptação respeite o espírito dos livros e funcione como parte de um plano maior. Ainda há um longo caminho até ver Vin, a ladra de rua protagonista de Nascidos da Bruma, arremessando moedas pelo ar em uma tela de cinema. Mas a intenção do escritor é clara: construir a base certa agora para não repetir os erros do passado.

A porta de entrada para o Cosmere
A adaptação de Nascidos da Bruma não é um projeto isolado. Ela é, na prática, a porta de entrada audiovisual para o Cosmere — o vasto universo literário compartilhado que conecta dezenas de livros do autor. O contexto ganhou ainda mais peso após o acordo multimilionário firmado com a Apple para adaptar o Cosmere, um dos movimentos mais ambiciosos da indústria da fantasia nos últimos anos. O plano inicial prevê transformar Nascidos da Bruma em uma saga cinematográfica, enquanto outras séries, como O Arquivo das Tormentas, poderiam se expandir pelo formato televisivo.
O Cosmere funciona de forma parecida com o modelo do Universo Marvel: histórias independentes que compartilham cosmologia, um sistema de magia com regras próprias e um pano de fundo comum. Conceitos a Alomancia e os diferentes reinos de existência integram uma narrativa maior que já se estende por dezenas de livros. O potencial é enorme: Sanderson já vendeu mais de 50 milhões de livros no mundo todo, e sua comunidade de fãs é uma das mais ativas do gênero.
Fonte: 3DJuegos
📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio
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