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Ex-desenvolvedor diz que Crimson Desert está em outro nível graças ao BlackSpace Engine

Um suposto ex-desenvolvedor da Pearl Abyss afirma que Crimson Desert está em um nível completamente diferente comparado aos seus típicos jogos de produção em massa feitos com Unreal Engine 5, e o motivo seria o uso massivo de técnicas antigas e otimizações agressivas no motor proprietário da empresa, o BlackSpace Engine. O comentário foi feito no canal oficial do jogo no YouTube e logo viralizou no subreddit da comunidade.

Segundo o alegado ex-membro da equipe de engine da Pearl Abyss, o longo ciclo de desenvolvimento de sete anos se explica por um processo contínuo de reformulação do motor. “O motivo de o desenvolvimento ter levado 7 anos é que eles basicamente reformulavam a engine todos os anos para otimizar o desempenho e gerar mais polígonos. Por exemplo, enquanto a maioria das engines otimiza através da eliminação de vértices (simplesmente não renderizando o que não é visível), a engine BlackSpace realmente apaga os vértices. Eles também testam novos métodos para transferir tarefas normalmente executadas pela CPU para a GPU”, disse o suposto ex-desenvolvedor.

Além da abordagem diferente para renderização, a Pearl Abyss teria optado por eliminar completamente o código scriptado da build final do jogo, adotando no lugar o que o próprio ex-desenvolvedor descreve como métodos de outra época: “todo tipo de técnicas ‘old-school’, como dados baseados em inteiros, dados em nível de bit e estruturas de dados simplificadas”, que raramente aparecem em produções modernas. Segundo ele, a equipe é “obcecada” com performance, e é justamente essa obsessão que coloca Crimson Desert acima dos concorrentes que utilizam o Unreal Engine 5.

O mesmo comentário, porém, faz questão de temperar o entusiasmo. Apesar de enaltecer os aspectos técnicos do projeto, que teriam permitido a uma equipe enxuta “produzir uma quantidade massiva de conteúdo”, o suposto ex-funcionário admite não ter certeza sobre a longevidade do loop de gameplay. “Eu não estava na equipe de conteúdo e saí faz um tempo, então não posso dizer com certeza se o loop de gameplay em si vai se manter envolvente por centenas de horas. Pessoalmente, eu não conseguia jogar Black Desert por muito tempo”, disse ele.

Vale ressaltar que a identidade do comentarista não pôde ser verificada, e tudo o que foi dito deve ser lido com o devido ceticismo. No entanto, o material já divulgado publicamente do jogo parece corroborar ao menos parte das afirmações técnicas. O trailer de lançamento mais recente, por exemplo, confirmou a presença de jetpacks entre os muitos elementos do game, algo que reforça a narrativa de amplitude de conteúdo.

As alegações sobre performance ganharam respaldo independente com a análise feita pelos especialistas do Digital Foundry, que examinaram Crimson Desert rodando no PlayStation 5 Pro. Apesar de a build atual ainda utilizar a primeira versão do upscaler PSSR, e não a versão mais recente já vista em Resident Evil Requiem, o que gera alguns problemas de qualidade de imagem, os números de performance são expressivos.

Crimson Desert ainda carrega dúvidas sobre como tantas mecânicas distintas vão se conectar de forma coesa ao longo da jornada, mas tem se consolidado como um dos lançamentos mais aguardados da geração atual. O jogo chega em 19 de março para PC, PlayStation 5 e Xbox Series S|X.

Fonte: Wccftech

 


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📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio

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