Jensen Huang celebra 25 anos da GeForce 3 e afirma: “Sem GeForce, não haveria IA”
O CEO da NVIDIA, Jensen Huang, se reuniu com membros seniores da equipe GeForce para celebrar o 25º aniversário do lançamento da GeForce 3, a GPU que, segundo ele, marcou o ponto de virada que tornou a revolução da inteligência artificial possível. Em um vídeo publicado no YouTube, Huang foi categórico: “Sem GeForce, sem CUDA. Sem CUDA, sem IA. Sem IA, não haveria o hoje.”
Da pipeline fixa aos shaders programáveis
Para entender o peso histórico da GeForce 3, é preciso voltar ao final dos anos 1990. Naquela época, as GPUs da própria NVIDIA — como a Riva 128 e a TNT — operavam com aceleradores de função fixa, um modelo que não oferecia qualquer flexibilidade para os desenvolvedores. O resultado, nas palavras de Huang, é que todos os jogos começavam a ter a mesma aparência.
Foi esse problema que motivou a transição para a arquitetura de vertex e pixel shaders programáveis, inaugurada com a GeForce 3. A ideia central era simples, mas transformadora: dar aos desenvolvedores controle real sobre como seus jogos se pareceriam, permitindo que cada título carregasse a “assinatura artística” de quem o criou.
“O jogo era um meio de expressão artística. E se você olhar para todos esses diferentes jogos, queríamos que todos parecessem diferentes. E se você quer que todos pareçam diferentes, você precisa da capacidade de expressar a arte em alguma forma de programa. Não pode ser pré-codificado“, afirmou Huang.
Segundo Huang, foi durante essa transição — de uma pipeline de hardware fixa para uma pipeline também fixa, porém programável — que a NVIDIA percebeu que precisava se tornar, de fato, uma empresa de computação. Essa mudança de mentalidade abriu caminho direto para o CUDA, plataforma que adicionou paralelismo massivo ao processamento em GPU e que hoje é a espinha dorsal do treinamento de modelos de IA em todo o mundo.
Do ray tracing ao DLSS: cada aposta preparou o terreno seguinte
Huang também relembrou outro salto de risco calculado: a aposta da NVIDIA no ray tracing. O processo era computacionalmente caro e exigiu que a empresa encontrasse soluções além da força bruta de processamento. O resultado foi a linha RTX, que por sua vez abriu espaço para tecnologias de upscaling como o DLSS, descrito por Huang como uma tecnologia que usa renderização neural para trazer “capacidade generativa para os gráficos de computador”.
Na visão do CEO, cada avanço consistente em computação e renderização foi um degrau em direção ao que hoje chamamos de IA generativa. A linha do tempo traçada por ele é direta: shaders programáveis levaram ao CUDA, o CUDA alimentou a IA, e a IA definiu os rumos da indústria de tecnologia na atualidade.
Ao encerrar o encontro com a equipe GeForce, Huang deixou o recado: “Então, tem sido uma grande alegria servir a todos vocês. Obrigado por tudo o que fizeram pela GeForce. Sem a GeForce, não haveria CUDA. Sem o CUDA, não haveria IA. Sem IA, não haveria o hoje. E, portanto, todos vocês tornaram isso possível.”
Fonte: Wccftech
📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio
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