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11 animes promissores que foram cancelados antes de atingir seu potencial

Nem todo anime tem a chance de contar sua história até o fim. Às vezes, mesmo com uma estreia forte, boa recepção ou ideias interessantes, a produção acaba interrompida por baixa audiência, problemas de estúdio, decisões comerciais ou simplesmente falta de material original. O resultado são obras que deixam um gosto agridoce: começam bem, mas nunca chegam aonde poderiam.

Deadman Wonderland

Ganta Igarashi era apenas um estudante comum até que um massacre dizimou sua sala de aula, deixando-o como o único sobrevivente e principal suspeito. Sentenciado à morte, ele é enviado para uma prisão privada que funciona como um parque de diversões macabro, onde os detentos lutam pela sobrevivência enquanto entretêm o público. A premissa estabelece rapidamente um cenário de injustiça e horror psicológico que prende o espectador desde os primeiros minutos.

Infelizmente, a adaptação sofreu com a exclusão de personagens fundamentais que apareceriam mais tarde no mangá, o que dificultou a continuidade da história. O estúdio Manglobe acabou declarando falência algum tempo depois, deixando o anime com um final aberto que mal arranhou a superfície dos mistérios centrais. Para quem assiste hoje, fica a sensação de um potencial desperdiçado, já que a trama tinha fôlego para muitas outras temporadas se tivesse seguido fielmente o material original.

BTOOOM!

Imagine ser transportado para uma ilha deserta para jogar uma versão real do seu videogame favorito, onde a única forma de sair é matando outras pessoas. Ryouta Sakamoto, um dos melhores jogadores do mundo de um game chamado BTOOOM!, se vê exatamente nessa situação. Armado apenas com diferentes tipos de bombas conhecidas como BIMs, ele precisa usar sua inteligência tática para não se tornar mais uma vítima nesse battle royale forçado e violento.

Apesar da recepção positiva por parte do público ocidental, as vendas de Blu-ray no Japão não atingiram as metas esperadas na época. Isso interrompeu a produção de uma sequência, deixando a história pausada em um momento de grande reviravolta. Anos depois, houve uma tentativa de promover o retorno através de um jogo mobile, mas o anime permanece até hoje no limbo das produções que mereciam um desfecho digno na animação.

Stars Align

À primeira vista, este parece ser apenas mais um anime sobre um clube de soft tênis escolar prestes a ser fechado por falta de desempenho. No entanto, a narrativa rapidamente se revela como um drama familiar pesado e realista, escondido sob a estética de uma série de esportes. Maki Katsuragi, um jovem talentoso, aceita entrar no time apenas sob pagamento, pois precisa ajudar sua mãe e lidar com as dificuldades financeiras e domésticas que o cercam.

O encerramento deste projeto é um dos casos mais frustrantes da indústria recente. Originalmente planejado para ter 24 episódios, o financiamento foi cortado pela metade quando a produção já estava avançada, forçando o diretor a encerrar a série no episódio 12. O resultado foi um gancho angustiante que deixou diversas subtramas sem resolução, servindo como um lembrete amargo de como decisões de comitês de produção podem interromper visões artísticas corajosas.

Gantz

A história começa com dois jovens, Kei Kurono e Masaru Kato, que morrem atropelados por um metrô ao tentarem salvar um mendigo. Em vez do descanso eterno, eles acordam em um apartamento vazio em Tóquio, diante de uma esfera negra gigante chamada Gantz. A partir daí, eles são forçados a participar de missões para caçar alienígenas que vivem disfarçados na Terra, em um jogo onde a recompensa é a própria vida, mas o preço é a perda total da humanidade.

O anime acabou sofrendo com o fato de ter alcançado o mangá muito cedo. Para não interromper a exibição, os produtores criaram um arco final original que divergia completamente da essência da obra original, o que desagradou a maioria dos fãs. Por conta desse desvio narrativo e da recepção mista na época, a obra nunca foi retomada para adaptar os arcos épicos que vieram depois no material impresso, deixando apenas o registro de um começo promissor que perdeu o rumo.

The Promised Neverland

O início desta obra é frequentemente citado como um dos mais impactantes da última década. Acompanhamos crianças em um orfanato aparentemente perfeito, onde a maior preocupação é passar em testes de inteligência e brincar ao ar livre. No entanto, a quebra de expectativa acontece de forma brutal quando descobrem que o local é, na verdade, uma fazenda de carne humana para monstros, transformando a história em um jogo de xadrez psicológico pela liberdade.

O cancelamento aqui aconteceu de forma simbólica através de uma segunda temporada desastrosa. A produção decidiu ignorar arcos inteiros do mangá e acelerar a história de forma incompreensível, culminando em um último episódio que resumiu anos de trama em uma sequência de imagens estáticas. A recepção foi tão negativa que as chances de um remake ou continuação fiel se tornaram praticamente inexistentes, deixando um gosto amargo em quem viu o potencial do início ser desperdiçado.

The Twelve Kingdoms

Esta obra é um dos pilares do gênero isekai, mas com uma maturidade raramente vista hoje em dia. Acompanhamos Youko, uma estudante comum que é levada para um mundo inspirado na mitologia chinesa, onde reis são escolhidos por criaturas divinas. O início foca na sobrevivência crua da protagonista, que precisa aprender a confiar em si mesma enquanto lida com a barreira da língua e a hostilidade de um reino em decadência.

O anime foi interrompido pelo Studio Pierrot após 45 episódios, deixando várias pontas soltas e arcos de personagens secundários sem fechamento. Embora as light novels originais continuem sendo publicadas esporadicamente no Japão, a animação nunca mais foi retomada. Para os fãs de fantasia épica, resta uma obra incompleta que ainda supera muitas produções modernas pela profundidade de seus temas e seriedade da narrativa.

Yuri!!! on ICE

O anime pegou o mundo de surpresa ao misturar a precisão técnica da patinação artística com uma narrativa de superação e romance genuíno. Yuri Katsuki, um patinador que estava prestes a desistir da carreira, encontra motivação ao ser treinado pelo seu ídolo, Victor Nikiforov. A obra se destacou pela beleza das coreografias no gelo e pela forma natural com que desenvolveu a relação entre os protagonistas, fugindo de muitos clichês comuns do gênero.

Entretanto, o que se seguiu foi um silêncio angustiante. O filme que deveria servir como prequela e expansão da história, foi adiado sucessivas vezes até ser oficialmente cancelado pelo estúdio MAPPA. Sem o filme, a obra que mudou a percepção sobre animes de esporte acabou congelada no tempo, deixando os fãs sem o encerramento da jornada competitiva de Yuri.

Drifters

Misturando figuras históricas reais em um cenário de fantasia sombria, a obra apresenta guerreiros de diferentes épocas sendo transportados para uma guerra épica entre o bem e o mal. Oda Nobunaga e o samurai Shimazu Toyohisa formam o núcleo de um grupo de rebeldes que usa táticas de guerra modernas para enfrentar forças mágicas. A estética visceral e o uso de estratégias militares reais dão ao anime um tom único de brutalidade e inteligência.

O grande problema aqui é o tempo de produção. O autor, Kouta Hirano, é conhecido por seu ritmo extremamente lento de publicação, o que deixou o estúdio sem material para continuar a história após a primeira temporada de 2016. Embora alguns episódios especiais tenham sido lançados direto para vídeo anos depois, o projeto de uma sequência televisiva parece ter esfriado, deixando os Drifters pausados no meio de sua conquista territorial.

Chrome Shelled Regios

Situado em um futuro pós-apocalíptico onde a humanidade vive em cidades móveis gigantes para fugir de monstros poluidores, o anime foca em Layfon, um jovem com um passado misterioso que deseja abandonar a luta. A premissa combina elementos de ficção científica com o cotidiano de uma academia militar, explorando como a sociedade se adapta à escassez de recursos e ao perigo constante que cerca as cidades itinerantes.

Infelizmente, a obra sofreu do mal de ser uma ferramenta promocional para as light novels. Com apenas 24 episódios, o anime mal cobriu o início da vasta mitologia criada nos livros, terminando com um fechamento apressado que deixou mais perguntas do que respostas. Como o estúdio Zexcs não retornou para uma sequência e o material original já foi finalizado há anos, a chance de vermos o desfecho da jornada de Layfon na tela é quase nula.

No Game No Life

No Game No Life é frequentemente citado como um dos casos mais emblemáticos de uma obra que atingiu o topo da popularidade e, de repente, parou no tempo. A história acompanha os irmãos Sora e Shiro, uma dupla de jogadores antissociais conhecidos como Branco que nunca perderam uma partida sequer. Eles são transportados para Disboard, um mundo fantástico onde qualquer tipo de conflito, de uma simples aposta a guerras territoriais, precisa ser resolvido através de jogos, proibindo qualquer tipo de violência física.

A interrupção da obra é cercada de teorias e frustração, já que o material original continuou sendo publicado e até ganhou um filme de sucesso anos depois. Alguns apontam para questões de saúde do autor, enquanto outros citam polêmicas antigas envolvendo o traço artístico das ilustrações originais como um possível entrave burocrático. O fato é que o estúdio Madhouse seguiu para outros projetos, e embora a base de fãs continue ativa e esperançosa, a jornada dos irmãos para desafiar o deus dos jogos permanece incompleta na televisão há mais de uma década.

Highschool of the Dead

A trama começa de forma abrupta, mostrando um grupo de adolescentes tentando escapar de sua escola logo após o início de um apocalipse zumbi. O que chamou a atenção na época foi a mistura de uma tensão de sobrevivência genuína com cenas de ação extremamente estilizadas. A dinâmica entre os sobreviventes, cada um com uma habilidade específica, transformou o que poderia ser apenas mais uma história de terror em algo visualmente impactante.

Infelizmente, o projeto chegou a um fim definitivo por um motivo trágico: o falecimento do autor. Embora o ilustrador do mangá ainda esteja ativo, ele decidiu não continuar a obra por respeito ao criador original, afirmando que não seria o mesmo sem a visão do criador. Com isso, o anime permanece como uma cápsula do tempo, encerrando-se no meio de uma jornada que nunca terá uma conclusão oficial.

 


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📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio

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