Micron dispara em 2026 com receita recorde após abandonar o mercado de memória para consumidores
A Micron começou 2026 em alta, registrando resultados financeiros recordes pouco depois de encerrar sua tradicional marca de consumo Crucial. A decisão, que gerou críticas no fim de 2025, marcou o fim de mais de três décadas de atuação no mercado de armazenamento e memória RAM voltados ao consumidor, mas não desacelerou o crescimento da empresa.
De acordo com o relatório financeiro mais recente, a receita total atingiu US$ 23,86 bilhões no segundo trimestre fiscal, um salto expressivo em relação aos US$ 13,64 bilhões do trimestre anterior e aos US$ 8,05 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. A companhia também estabeleceu novos recordes internos em margem bruta, lucro por ação e fluxo de caixa livre.
Embora a demanda por data centers e aplicações de IA continue sendo o principal pilar do negócio, respondendo por US$ 18,8 bilhões da receita total. O CEO da Micron, Sanjay Mehrotra, atribuiu o desempenho à combinação de oferta restrita e demanda crescente no setor de memória.
“A Micron estabeleceu novos recordes de receita, margem bruta, lucro por ação e fluxo de caixa livre no segundo trimestre fiscal”, afirmou, acrescentando que a empresa espera novo crescimento no próximo trimestre. Ele também destacou o papel cada vez mais estratégico da memória na era da IA, classificando-a como um “asset estratégico” para os clientes.
Apesar disso, a recente saída do mercado de consumo levanta questionamentos sobre quem são, de fato, esses “clientes”. Com o fim da marca Crucial, a Micron parece direcionar seus esforços principalmente para parcerias B2B, especialmente em infraestrutura de IA e no mercado corporativo.
O cenário mais amplo ajuda a explicar o crescimento acelerado da Micron. A receita trimestral da empresa já supera as estimativas combinadas de Intel e AMD, evidenciando o quanto o setor de memória se tornou lucrativo em meio à atual crise de oferta. Analistas projetam que fabricantes de memória podem gerar até US$ 551 bilhões em receita, impulsionados principalmente por investimentos em infraestrutura de IA.
Para os consumidores, o cenário é bem menos favorável. Os preços elevados e a baixa disponibilidade tornam cada vez mais difícil montar ou atualizar máquinas, com a próxima geração de hardware também sendo impactada pelo custo inflado dos componentes.
Fonte: GamesRadar
📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio
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