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Robô humanoide com IA será professora em escola dos EUA e divide opiniões entre pais

A Realbotix Sally é o nome da humanoide com inteligência artificial que vai integrar o corpo docente do Salamanca City Central School District, distrito escolar localizado no oeste do estado de Nova York. A estreia está prevista para este ano e a notícia já chegou acompanhada de controvérsia entre pais de alunos.

Desenvolvida pela empresa Realbotix, Sally foi projetada para ter uma aparência que a fabricante descreve como “parecendo real”: pele de silicone e cabelos longos castanhos. Apesar da aparência humanizada, o robô ficará em posição estacionária, sentado. O custo para o distrito escolar foi de US$ 57.590, valor aprovado pelo conselho escolar.

Como os alunos vão interagir com Sally

A dinâmica de uso prevê dois canais de interação. No formato remoto, os estudantes poderão se comunicar com a Sally por meio de laptops, usando um programa assistente de professora com inteligência artificial. Já para o contato direto, presencial, há uma camada extra de privacidade: em vez de informar o próprio nome, o aluno precisará inserir um código de identificação único para interagir com o robô face a face.

Andrew Kiguel, CEO da Realbotix, não escondeu o entusiasmo com a iniciativa. “Esta implantação em um distrito escolar em funcionamento representa um momento histórico para a IA e para a robótica humanoide”, declarou ele ao portal NY Upstate.

Pais preocupados com segurança

Apesar do otimismo da empresa, a recepção não foi unanimemente positiva. Pais de alunos já manifestaram preocupações relacionadas à segurança do projeto, embora a fonte não detalhe a natureza específica das queixas. Se a integração será bem-sucedida entre alunos e professores ainda é uma incógnita.

O caso do Salamanca City Central School District não está isolado. A inteligência artificial já aparece em outros pontos do sistema educacional americano, com universidades monitorando o uso de IA em redações e alunos tentando usar óculos inteligentes para colar em provas. Há ainda escolas com foco inteiramente em IA, como a Alpha School, que cobra US$ 55 mil anuais pela proposta.

O cenário, porém, não é só de casos de sucesso. No Ohio, um robô contratado como policial foi desativado após um ano inteiro de serviço sem efetuar uma única prisão ou emitir qualquer multa. “Após avaliar a tecnologia, a cidade determinou que ela não atendia plenamente às nossas necessidades operacionais, e optamos por encerrar o contrato”, explicou Robyn Gray, porta-voz da polícia de Dublin.

Recentemente temos visto um grande avanço na robótica. Essa semana, a empresa de tecnologia 1X Technologies apresentou o NEO Home Robot, um robô humanoide capaz de até mesmo jogar videogame.

Fonte: Dexerto


📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio

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