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Simon Pegg diz que amou Lost, mas mudaria o final da série e reacende um debate de 16 anos

O ator Simon Pegg, conhecido por Todo Mundo Quase Morto, declarou que amou Lost, mas que o final da série deixou muito a desejar e ele tem pelo menos uma ideia de como consertá-lo. O comentário foi feito durante uma participação no podcast Dish, onde Pegg respondeu à pergunta: “Se você pudesse reescrever o final de um filme ou série, o que escolheria e como faria?”

A resposta veio rápida, o que sugere que o ator já havia pensado bastante no assunto. “Eu reescreveria o final de Lost, e vou te dizer por quê”, disse ele. “Eu amei Lost. Na verdade, quando o (diretor e produtor executivo) J.J. Abrams me ligou sobre (Missão: Impossível 3), ele tinha acabado de terminar a primeira temporada de Lost, e me enviou a temporada inteira em DVDs individuais, antes de ir ao ar, para eu assistir e conhecer o trabalho dele como diretor.”

Pegg então chegou ao ponto central de sua crítica. Para ele, o desfecho revelou que os personagens “estavam mortos o tempo todo”, uma das teorias mais populares e, ao mesmo tempo, mais contestadas da história da televisão. “No final, foi só isso? Sete anos da minha vida, e era isso?!”, disparou o ator.

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A proposta alternativa de Pegg

Para ele, o universo alternativo apresentado nas temporadas finais poderia ter sido usado de forma muito mais impactante. “Eu achei que teria sido realmente bom se, para sair da ilha, eles precisassem morrer na ilha, e então seriam transportados para o universo alternativo”, explicou. “Assim, haveria uma ironia dramática incrível, porque eles estariam desesperadamente tentando sobreviver, mas nós saberíamos que você precisa morrer para conseguir.”

Pegg imaginou o arco culminando em Jack, interpretado por Matthew Fox, como o centro da resolução. “Eventualmente, você chegaria ao Jack lutando pela sobrevivência, mas então ele morreria. E todos estariam nesse universo alternativo em papéis diferentes. Eu senti que havia algo interessante ali. Essa é a versão ruim dessa ideia, mas em vez disso, foi só ‘meh, mortos o tempo todo.’”

Um equívoco de 16 anos

O problema é que Pegg está, tecnicamente, errado. Lost estreou em 2004 e rapidamente se tornou um dos maiores fenômenos da televisão americana, antes que suas temporadas finais começassem a gerar divisão entre o público. O final, exibido em 2010, desencadeou uma das maiores confusões interpretativas da história da TV. Tramas paralelas em um universo alternativo e uma sequência de créditos mostrando os destroços do avião abandonados levaram muitos espectadores a concluir que os personagens estavam mortos desde o início.

Os showrunners Damon Lindelof e Carlton Cuse negam essa leitura desde o dia em que o episódio final foi ao ar. Os próprios diálogos da série sustentam que os passageiros do voo Oceanic 815 realmente sobreviveram à queda do avião e à segunda queda, também. 

Nos comentários do vídeo do podcast, a reação foi exatamente a que se esperaria de uma fanbase ainda tão ativa: parte das pessoas lamentou que Pegg acredite na teoria dos “mortos o tempo todo“, enquanto outra parte, que ainda segue essa interpretação, achou a proposta dele genuinamente interessante. 

Fonte: IGN


📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio

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