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15 jogos do PS3 que continuam presos ao console e merecem voltar no PS5

O PS3 recebeu remasterizações de jogos do PS2, coletâneas de franquias clássicas e versões aprimoradas de títulos de outras plataformas. Curiosamente, uma parte considerável de sua própria biblioteca nunca recebeu o mesmo tratamento.

A situação é mais complicada no Brasil. Em países com o PlayStation Plus Premium, alguns jogos de PS3 podem ser executados no PS4, PS5 ou PC por streaming, sem download. O plano disponível oficialmente no mercado brasileiro é o Deluxe, que inclui um catálogo de clássicos, mas não oferece o mesmo acesso aos jogos de PS3 pela nuvem.

Nesta lista, portanto, “presos ao PS3” significa que os jogos não possuem uma versão nativa que possa ser comprada, baixada e executada diretamente no PS4 ou PS5. Mesmo nos territórios em que alguns deles aparecem por streaming, o acesso depende de assinatura, conexão constante e disponibilidade regional.

A preservação dessa biblioteca ganhou mais urgência depois que a Sony anunciou o encerramento gradual da PlayStation Store no PS3. As primeiras lojas começam a fechar em agosto de 2026, outras regiões da América Latina serão afetadas no fim do ano e o encerramento global está previsto para julho de 2027. Compras anteriores continuarão disponíveis para download, mas novos conteúdos deixarão de ser vendidos.

Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots seria uma escolha evidente para esta lista, mas o jogo finalmente deixará o PS3 em 27 de agosto de 2026, quando será lançado para PS5 e outras plataformas no Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2. Confira 15 jogos do PS3 que continuam presos ao console e merecem voltar no PS5.

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1. inFAMOUS

inFAMOUS 15 jogos do PS3 que continuam presos ao console e merecem voltar no PS5

Antes de Ghost of Tsushima, a Sucker Punch apresentou Cole MacGrath, um entregador que sobrevive a uma explosão e passa a controlar eletricidade. O primeiro inFAMOUS chegou exclusivamente ao PS3 em maio de 2009, oferecendo uma cidade aberta, sistema de escolhas morais e poderes que evoluíam durante a campanha.

Empire City ainda possui uma atmosfera própria, marcada por prédios abandonados, ruas em quarentena e uma população que reage às atitudes do protagonista. Os controles, a resolução e algumas missões repetitivas entregam a idade do jogo, mas sua estrutura continua funcionando.

Uma remasterização poderia melhorar a movimentação, os efeitos elétricos e a variedade visual sem alterar a campanha. Também permitiria apresentar Cole a um público que conhece a Sucker Punch apenas por Jin Sakai.

2. inFAMOUS 2

inFAMOUS-2 15 jogos do PS3 que continuam presos ao console e merecem voltar no PS5

A continuação levou Cole para New Marais e refinou praticamente todos os elementos do primeiro jogo. Os poderes ficaram mais variados, a movimentação ganhou fluidez e a cidade passou a oferecer ambientes menos uniformes. inFAMOUS 2 foi lançado exclusivamente para PS3 em junho de 2011.

O segundo jogo também apresentou duas linhas de evolução bem diferentes, relacionadas às escolhas feitas durante a história. Essa divisão dava motivos reais para iniciar uma nova campanha e experimentar habilidades incompatíveis com a primeira decisão.

Uma coletânea com os dois jogos, incluindo Festival of Blood, seria a forma mais adequada de recuperar essa fase da franquia. Embora Second Son possa ser jogado no PS5 por retrocompatibilidade, a história original de Cole permanece sem uma versão nativa para os consoles atuais.

3. Killzone 2

Killzone-2 15 jogos do PS3 que continuam presos ao console e merecem voltar no PS5

Killzone 2 foi um dos principais projetos usados pela Sony para demonstrar o poder do PS3. Lançado em fevereiro de 2009, o jogo apresentou a invasão de Helghan, colocando os soldados da ISA em um planeta industrial, hostil e permanentemente coberto por fumaça.

O peso da movimentação e das armas dividiu opiniões, especialmente entre jogadores acostumados com títulos mais rápidos. Ao mesmo tempo, essa característica ajudava a diferenciar o combate. Os disparos produziam impacto, os inimigos reagiam de forma convincente e os cenários transmitiam uma sensação constante de desgaste.

Uma versão para PS5 poderia oferecer 60 quadros por segundo, controles atualizados e redução do atraso nos comandos. A direção de arte e a ambientação ainda sustentariam boa parte da experiência.

4. Killzone 3

Killzone-3 15 jogos do PS3 que continuam presos ao console e merecem voltar no PS5

Lançado em fevereiro de 2011, Killzone 3 ampliou a escala da guerra contra os Helghast e apresentou mais variedade de ambientes. A campanha passou por áreas congeladas, instalações industriais, selvas alienígenas e confrontos envolvendo veículos e jetpacks. O jogo também oferecia campanha cooperativa local para duas pessoas.

O ritmo é mais acelerado do que o de Killzone 2, mas ainda preserva o desenho visual e o poder das armas que marcaram a saga. Uma coletânea com os dois títulos resolveria a ausência da franquia no PS5 sem exigir imediatamente a produção de um jogo completamente novo.

Killzone: Shadow Fall ainda pode ser executado no console por retrocompatibilidade, mas representa apenas o capítulo final da franquia. Os jogos que estabeleceram os Helghast como uma das principais ameaças da marca PlayStation continuam no PS3.

5. Resistance 3

Resistance-3 15 jogos do PS3 que continuam presos ao console e merecem voltar no PS5

A trilogia Resistance inteira merecia uma coleção moderna, mas o terceiro jogo é o que mais se beneficiaria de um relançamento individual. A Insomniac lançou Resistance 3 exclusivamente para PS3 em setembro de 2011, encerrando a história principal da guerra entre humanos e Chimera.

Em vez de repetir a estrutura militar dos capítulos anteriores, o jogo acompanha uma viagem pelos Estados Unidos destruídos. A campanha alterna cidades abandonadas, túneis, comunidades de sobreviventes e trechos próximos do terror.

O arsenal ainda é seu principal diferencial. As armas possuem funções alternativas e podem evoluir conforme são utilizadas, algo que combina o conhecimento adquirido pela Insomniac em Ratchet & Clank com uma experiência de tiro mais sombria. A própria Sony chegou a lançar uma coleção com os três jogos, mas ela também ficou restrita ao PS3.

6. MotorStorm: Pacific Rift

MotorStorm-Pacific-Rift 15 jogos do PS3 que continuam presos ao console e merecem voltar no PS5

O primeiro MotorStorm foi importante para o lançamento do PS3, mas Pacific Rift é o jogo que melhor desenvolveu a proposta da franquia. Lançado em outubro de 2008, ele transferiu as corridas para uma ilha tropical e ofereceu 16 pistas principais construídas em torno de diferentes tipos de terreno.

Motos, carros de rali, caminhões, veículos pesados e monster trucks disputavam as mesmas provas, mas não precisavam seguir exatamente o mesmo trajeto. Veículos leves podiam aproveitar saltos e passagens estreitas, enquanto os maiores atravessavam obstáculos ou empurravam os adversários.

Os jogos de corrida atuais raramente misturam categorias de maneira tão desorganizada e funcional. Uma remasterização com resolução mais alta, taxa de quadros estável e tela dividida preservaria um estilo de corrida que praticamente desapareceu.

7. MotorStorm: Apocalypse

MotorStorm-Apocalypse 15 jogos do PS3 que continuam presos ao console e merecem voltar no PS5

Em MotorStorm: Apocalypse, as corridas acontecem durante a destruição de uma cidade. Prédios desabam, ruas se partem, tempestades atingem os percursos e mudanças no cenário obrigam o jogador a alterar a rota durante a prova.

A Evolution Studios descreveu a cidade como um ambiente inspirado principalmente pela costa oeste dos Estados Unidos e pela região da Baía de São Francisco. O objetivo não era abandonar as corridas fora de estrada, mas levá-las para um espaço urbano em colapso.

A apresentação possui excessos típicos do início da década de 2010, mas as provas continuam difíceis de comparar com qualquer outro jogo de corrida. O encerramento da Evolution Studios e a longa ausência da franquia tornam um novo capítulo menos provável, mas uma coleção dos três jogos principais seria suficiente para devolver MotorStorm ao catálogo do PlayStation.

8. Ratchet & Clank Future: A Crack in Time

Ratchet-Clank-Future-A-Crack-in-Time 15 jogos do PS3 que continuam presos ao console e merecem voltar no PS5

Embora vários jogos antigos de Ratchet & Clank tenham sido disponibilizados por streaming em determinados países, a fase Future continua sem uma versão nativa para PS4 ou PS5. Entre seus capítulos, A Crack in Time é o que mais precisa de um relançamento.

O jogo chegou ao PS3 em outubro de 2009 e encerrou a história iniciada em Tools of Destruction. Além dos planetas tradicionais, ele permitia controlar a nave de Ratchet, pousar em pequenas luas e explorar setores espaciais. As fases de Clank utilizavam gravações temporais para construir quebra-cabeças em que diferentes versões do personagem trabalhavam juntas.

A direção artística envelheceu melhor do que a resolução original. Com texturas atualizadas e 60 quadros por segundo, o jogo poderia se aproximar visualmente dos capítulos mais recentes sem precisar ser completamente refeito.

9. LittleBigPlanet 2

LittleBigPlanet-2 15 jogos do PS3 que continuam presos ao console e merecem voltar no PS5

LittleBigPlanet 2 foi apresentado pela Media Molecule como algo maior do que um jogo de plataforma. O editor permitia criar corridas, quebra-cabeças, animações, jogos de tiro e experiências que pouco lembravam a campanha tradicional. O título foi lançado para PS3 em janeiro de 2011. Poucos meses depois do lançamento, a comunidade já havia publicado milhões de níveis. A Sony chegou a promover o jogo destacando mais de 5,2 milhões de criações disponíveis na época.

Os serviços online dos jogos de PS3 foram encerrados, fazendo com que grande parte dessa proposta deixasse de funcionar oficialmente. Uma nova versão teria de resolver a preservação das fases criadas pelos jogadores, além de recuperar a campanha e as ferramentas originais.

Sackboy: Uma Grande Aventura manteve o personagem ativo, mas abandonou o sistema de criação que definia LittleBigPlanet. Um relançamento do segundo jogo preencheria exatamente essa lacuna.

10. God of War: Ascension

God-of-War-Ascension 15 jogos do PS3 que continuam presos ao console e merecem voltar no PS5

God of War: Ascension mostra Kratos antes dos acontecimentos da trilogia original, durante sua tentativa de romper o vínculo com Ares. Lançado exclusivamente para PS3 em março de 2013, o jogo também foi o primeiro e único capítulo da saga a apresentar um modo multijogador competitivo.

A campanha não possui o mesmo impacto narrativo de God of War III, mas inclui alguns dos cenários tecnicamente mais ambiciosos do console. A abertura envolvendo o Hecatônquiro e as mudanças constantes de perspectiva demonstravam o quanto o Santa Monica Studio dominava o PS3 no fim da geração.

Enquanto God of War III Remastered recebeu uma versão para PS4, Ascension permaneceu no hardware original. Uma edição atualizada poderia melhorar a câmera, ajustar a ordem de algumas habilidades e recuperar o multiplayer sem tentar transformá-lo em um serviço permanente.

11. Puppeteer

Puppeteer 15 jogos do PS3 que continuam presos ao console e merecem voltar no PS5

Puppeteer foi lançado para PS3 em setembro de 2013, apenas dois meses antes da chegada do PS4 aos principais mercados. O período desfavorável contribuiu para que um dos projetos mais diferentes do Japan Studio recebesse menos atenção do que deveria.

Toda a aventura é apresentada como uma peça de teatro. Cenários são trocados diante do jogador, objetos entram e saem do palco e uma plateia reage ao que acontece. O protagonista Kutaro utiliza uma tesoura para cortar tecidos, derrotar inimigos e atravessar elementos suspensos.

A direção artística continua funcionando porque não buscava reproduzir ambientes realistas. Uma remasterização precisaria principalmente melhorar a resolução e o desempenho. Entre os jogos desta lista, é um dos que exigiriam menos mudanças para serem apresentados novamente.

12. Tokyo Jungle

Tokyo-Jungle 15 jogos do PS3 que continuam presos ao console e merecem voltar no PS5

Em Tokyo Jungle, a humanidade desapareceu e animais tomaram as ruas da capital japonesa. O jogador pode controlar espécies como cães, cervos, galinhas, crocodilos e leões, procurando alimento, território e parceiros enquanto tenta manter sua linhagem viva.

Desenvolvido pelo PlayStation C.A.M.P e pela Crispy’s, o jogo foi lançado digitalmente para PS3 no Ocidente em setembro de 2012. Sua estrutura combina sobrevivência, progressão por gerações e uma campanha que explica gradualmente o desaparecimento dos humanos.

A repetição dos cenários é evidente, mas a proposta continua incomum. Uma versão para PS5 poderia ampliar a quantidade de animais, reduzir os carregamentos e melhorar a densidade da cidade sem abandonar a estrutura de partidas curtas.

13. Folklore

Folklore 15 jogos do PS3 que continuam presos ao console e merecem voltar no PS5

Folklore acompanha Ellen e Keats em Doolin, uma vila irlandesa ligada a diferentes reinos dos mortos. Os dois protagonistas investigam o mesmo mistério por perspectivas distintas e capturam criaturas chamadas Folks, que passam a ser utilizadas durante os combates.

O jogo foi desenvolvido pela Game Republic e lançado no início da vida do PS3. A própria Sony o descreveu posteriormente como um dos títulos favoritos do console produzidos pelo estúdio. O conteúdo adicional expandia a história com novas missões e criaturas.

A combinação de RPG de ação, investigação e mitologia celta ainda é pouco comum. O visual dos reinos também ajudaria o jogo a se destacar em uma remasterização, principalmente com melhorias na câmera e na leitura dos combates. O encerramento da Game Republic torna uma continuação improvável, mas não impede que a Sony recupere o título por meio de seu catálogo de clássicos ou de uma parceria com outro estúdio.

14. 3D Dot Game Heroes

3D-Dot-Game-Heroes 15 jogos do PS3 que continuam presos ao console e merecem voltar no PS5

Desenvolvido pela FromSoftware e publicado pela Atlus no Ocidente, 3D Dot Game Heroes recria a estrutura dos RPGs de ação em 8 e 16 bits utilizando personagens formados por pequenos blocos tridimensionais.

O jogo chegou exclusivamente ao PS3 em maio de 2010 e incluía um editor que permitia montar e animar o próprio protagonista. A campanha fazia referências constantes aos primeiros jogos de aventura, mas também alterava essas fórmulas com espadas enormes, efeitos exagerados e apresentação em perspectiva.

O estilo visual continua reconhecível, especialmente porque antecipa a popularização de jogos construídos com voxels e efeitos de profundidade de campo. O principal obstáculo para um relançamento provavelmente seria comercial, envolvendo os direitos divididos entre empresas diferentes. Ainda assim, é um título adequado para uma conversão direta. Resolução mais alta e desempenho estável já resolveriam boa parte de seus problemas técnicos.

15. Heavenly Sword

Heavenly-Sword 15 jogos do PS3 que continuam presos ao console e merecem voltar no PS5

Antes de trabalhar em Enslaved e Hellblade, a Ninja Theory produziu Heavenly Sword como um dos primeiros grandes jogos de ação exclusivos do PS3. Lançado em 2007, ele acompanha Nariko em sua luta contra o exército do rei Bohan.

O projeto utilizava milhares de animações de combate e câmeras cinematográficas para destacar os golpes da protagonista. A história de vingança também contou com interpretações de Anna Torv e Andy Serkis, numa época em que atuações mais elaboradas ainda não eram comuns nos jogos de console.

A campanha curta e os comandos baseados no sensor de movimento seriam pontos claros para revisão. Por outro lado, os três estilos de combate de Nariko, a escala das batalhas e o trabalho de atuação justificam uma recuperação.

Uma remasterização poderia manter o jogo como uma produção compacta, sem transformá-lo em uma aventura longa ou em um mundo aberto. O objetivo deveria ser apenas preservar uma parte importante do início do PS3 e permitir que ela fosse executada de maneira adequada em hardware moderno.

O PS5 ainda possui uma grande lacuna em sua retrocompatibilidade

O PS5 executa a maior parte dos jogos de PS4, mas não oferece retrocompatibilidade nativa com discos ou arquivos digitais do PS3. Isso deixa várias franquias importantes dependentes de consoles antigos ou do streaming disponível apenas em determinados mercados.

O retorno de Metal Gear Solid 4 mostra que as dificuldades técnicas do PS3 não tornam essas conversões impossíveis. Dependendo do projeto, uma remasterização completa talvez nem seja necessária. Aumento de resolução, taxa de quadros mais estável, controles adaptados e suporte a troféus já seriam suficientes para vários títulos desta lista.

A Sony também não precisaria recuperar todos de uma vez. Coletâneas de inFAMOUS, Killzone, Resistance e MotorStorm poderiam concentrar diversos jogos, enquanto produções menores como Puppeteer, Tokyo Jungle e 3D Dot Game Heroes se encaixariam no catálogo de clássicos do PS Plus Deluxe.

Sem esse trabalho, uma parte relevante da história do PlayStation continuará acessível principalmente para quem ainda possui um PS3 funcionando, discos antigos ou compras registradas antes do encerramento definitivo da loja.


📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio

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