One Piece live-action: Oda revela por que a 2ª temporada aposta mais em elementos de fantasia
O criador de One Piece, Eiichiro Oda, explicou em detalhes por que o live-action da Netflix adota um tom visivelmente mais carregado de fantasia na segunda temporada em comparação à estreia da série. Para ele, a mudança não é acidental, é uma decisão calculada e necessária para que a história evolua com credibilidade.
Segundo Oda, a primeira temporada cumpriu um papel específico: ancorar a narrativa na dimensão humana dos personagens, deixando os elementos mais extravagantes do manga em segundo plano.
“Na primeira temporada, a equipe de produção com atores reais se concentrou em mostrar o lado humano dos personagens, em vez de recorrer a elementos de fantasia extremos”, começou Oda. “Tratava-se de ancorar a história na humanidade deles.”
Com a progressão da história, esse equilíbrio precisava mudar. “Para a segunda temporada, eu disse à equipe que, conforme avançássemos com a história do mangá, precisaríamos começar a incorporar elementos de fantasia para que Luffy pudesse começar a desafiar oponentes formidáveis de uma forma crível. Precisávamos expor os espectadores aos aspectos mais extravagantes do mangá agora. É uma mudança intencional.”
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Além da virada narrativa, o próprio Oda admite que sua relação com o live-action amadureceu após a primeira temporada. Durante a produção inicial, ele tinha dificuldade em dissociar o personagem da versão do manga, o que impactava diretamente as notas que enviava à equipe de roteiro.
“Após a primeira temporada, ficou mais fácil alinhar os personagens com os da adaptação live-action. Durante a primeira temporada, eu só conseguia imaginar o Luffy pelo mangá, então, durante a fase de roteiro, eu fazia anotações como ‘Luffy não diria ou faria isso’.”
Ao assistir ao que foi efetivamente filmado, a perspectiva mudou. “Quando vi o que foi filmado, percebi que o Luffy do Iñaki realmente consegue fazer isso”, continuou Oda. “Então, depois da primeira temporada, temos uma ideia melhor do que o Luffy do Iñaki pode dizer e fazer. Ou do que o Luffy dele não deveria dizer ou fazer. Agora temos uma linguagem comum sobre o Luffy dele, o que ajuda bastante.”
A declaração evidencia um processo criativo que foi, acima de tudo, de aprendizado mútuo, e que, segundo o próprio criador, agora opera em bases muito mais sólidas para a continuação da série.
Fonte: Multiplayer.it
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📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio
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