Jogadores de Pokémon GO ajudaram, sem saber, a criar um gigantesco mapa do mundo com 30 bilhões de imagens
A Niantic, desenvolvedora de Pokémon GO, acabou utilizando dados coletados ao longo de quase uma década do jogo para desenvolver uma tecnologia de navegação voltada a robôs de entrega autônomos. Segundo informações recentes, cerca de 30 bilhões de imagens capturadas durante partidas ajudaram a criar um sistema avançado de mapeamento do mundo real.
Lançado em 2016, Pokémon GO rapidamente se tornou um fenômeno global entre os fãs da franquia da Nintendo. Além do enorme sucesso entre jogadores, o título também se transformou na principal fonte de receita da empresa responsável pelo jogo. No entanto, enquanto milhões de pessoas exploravam ruas e parques em busca de criaturas virtuais, uma enorme quantidade de dados visuais do ambiente real também estava sendo registrada.
Grande parte dessas imagens foi gerada por interações dentro do próprio jogo. Recursos como realidade aumentada, escaneamento de Poképaradas e outros pontos de interesse permitem que o aplicativo registre imagens e informações do ambiente ao redor dos jogadores. Esses dados foram armazenados nos servidores da Niantic ao longo dos anos, formando um gigantesco banco de imagens com registros de ruas, bairros e locais públicos em diversas cidades do mundo.
A empresa utilizou esse material para construir um modelo tridimensional extremamente detalhado do ambiente urbano. Esse sistema permite identificar posições no espaço com precisão de centímetros, superando em muitos casos a precisão tradicional do GPS. A tecnologia foi desenvolvida pela divisão Niantic Spatial e serve como base para um sistema conhecido como Visual Positioning System (VPS).
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Esse sistema está sendo utilizado pelos robôs de entrega da empresa Coco Robotics. Equipados com várias câmeras, esses dispositivos conseguem comparar as imagens captadas em tempo real com o banco de dados visual criado a partir de Pokémon GO. Assim, os robôs conseguem se localizar nas ruas, navegar por bairros e chegar ao destino com maior precisão, sem depender exclusivamente do GPS. Testes dessa tecnologia já foram realizados em cidades como Los Angeles, Chicago, Miami, Jersey City e Helsinki.
Apesar da utilidade da tecnologia, a revelação também levantou discussões sobre a forma como esses dados foram obtidos. Muitos jogadores de Pokémon GO provavelmente não imaginavam que as interações dentro do jogo, como escanear locais ou usar funções de realidade aumentada, poderiam contribuir para o desenvolvimento de sistemas tecnológicos fora do universo do videogame.
Embora sistemas de posicionamento visual já existam há algum tempo, normalmente eles são criados com a participação de voluntários conscientes de que estão ajudando a mapear ambientes reais. Neste caso, porém, grande parte do material veio diretamente das atividades realizadas por milhões de jogadores enquanto exploravam suas cidades no jogo.
Isso fez com que surgisse um debate sobre transparência e uso de dados coletados em experiências de entretenimento.
Fonte: 3D
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📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio
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