DC Studios diz que “saturação de filmes de super-heróis” não existe e usa Supergirl como argumento
Peter Safran, co-CEO da DC Studios ao lado de James Gunn, rebateu a narrativa de que o público estaria cansado de filmes de super-heróis. Em entrevista à The Associated Press, ele foi direto: o problema nunca foi o gênero em si, mas a qualidade do que estava sendo entregue nas telas. E é justamente Supergirl, previsto para chegar aos cinemas em junho de 2026, que ele aponta como exemplo do caminho certo.
O debate sobre saturação de filmes de super-heróis ganhou força na era pós-Avengers: Endgame. Desde o lançamento do filme em 2019, a Marvel tem encontrado dificuldades em repetir o mesmo impacto comercial e crítico. Do lado da concorrência, o extinto DC Extended Universe encerrou sua trajetória de forma discreta com Aquaman and the Lost Kingdom, em 2023.
Exceções existem, as franquias do Homem-Aranha seguem sólidas, e Deadpool & Wolverine cruzou a marca de US$ 1 bilhão nas bilheterias, mas o argumento de que o volume e a queda de qualidade afastaram o público tem embasamento real.
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Peter Safran, no entanto, discorda da premissa. “Nunca senti que houvesse uma saturação de filmes de super-heróis. Senti que era uma saturação de filmes medíocres”, disse Safran. “Você precisa tentar algo novo. Precisa mudar um pouco as regras do jogo. A essência da história em que Supergirl se baseia é algo legal, original e que nunca vimos antes.”
Supergirl é o segundo longa do novo universo DC, dando sequência a Superman, o ponta-pé inicial do projeto. Milly Alcock vive Kara Zor-El, uma versão da personagem consideravelmente mais sombria do que a que o público está habituado. No filme, Kara, abalada pela destruição de seu planeta natal, se vê em uma jornada para salvar Krypto, o Supercão, dos efeitos de um veneno.
O longa é fortemente inspirado na HQ Woman of Tomorrow, dos quadrinistas Tom King e Bilquis Evely. Um dos elementos que mais chama atenção é o cenário. O filme se passa inteiramente no espaço. A confirmação veio do próprio diretor, Craig Gillespie, durante uma coletiva de imprensa. “Eles são tão diferentes em tom”, disse Gillespie ao comparar Supergirl com Superman. “E poder realmente se aprofundar nisso e abraçá-lo… e além disso… podemos dizer isso? O filme inteiro se passa no espaço exterior.”
James Gunn complementou a observação do diretor: “A coisa do espaço exterior é uma grande parte disso porque é uma fantasia espacial.” Com Supergirl abrindo o segundo semestre de 2026, o restante do ano ainda reserva uma sequência densa de lançamentos do gênero, o que, inevitavelmente, colocará a tese de Safran à prova nas bilheterias.
Fonte: IGN
📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio
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