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Jogadores japoneses detonam minigame de pesca em mundos abertos

Um post publicado no X acendeu um debate acalorado entre jogadores japoneses sobre a real necessidade do minigame de pesca em jogos de mundo aberto. A publicação acumulou a concordância de 28 mil jogadores e colocou em xeque uma das mecânicas mais recorrentes do gênero. “Já passou da hora de os desenvolvedores pararem de tentar enfiar pesca nos jogos de mundo aberto só por enfiar. Para ser honesto, não tem absolutamente nada de divertido nisso”, escreveu o usuário.

Nos comentários, outros jogadores reforçaram a crítica, apontando que o problema central não é a pesca em si, mas a forma como ela costuma ser inserida, como conteúdo de volume, criado para dar a sensação de um mundo mais cheio sem necessariamente agregar diversão. “A gente realmente não precisa de minigames de pesca. Não há necessidade de adicionar conteúdo aleatório só para aumentar o volume do jogo”, comentou um usuário.

Uma das teorias levantadas na discussão é bastante pragmática: desenvolvedores investem tempo e dinheiro para criar corpos d’água visualmente impactantes dentro de seus mundos, e a pesca seria uma forma de “justificar” esse esforço dando alguma função a esses cenários. O problema, segundo os próprios jogadores, é que esse raciocínio cria um ciclo problemático.

“Como desenvolver o conteúdo de pesca também eleva os custos, isso faz com que os desenvolvedores queiram que você jogue ainda mais, tornando-o obrigatório e irritando todo mundo no processo”, observou um participante do debate.

Para muitos, um minigame opcional é tolerável, mas o problema começa quando pescar vira pré-requisito para progressão, coleta de materiais ou acesso a itens poderosos. “Se não for obrigatório, tudo bem. Mas não quero que a pesca seja transformada em uma side quest real para conseguir itens úteis, progredir na história ou coletar materiais necessários, mesmo sendo só peixe. Por favor, nunca façam isso”, desabafou um jogador.

O exemplo mais citado nesse sentido foi Genshin Impact, com a lança The Catch, uma arma que só pode ser obtida por meio do sistema de pesca do jogo. Skyrim também foi mencionado, com um usuário brincando que a pesca no game “é uma funcionalidade vazia”, mas que se torna ainda mais frustrante porque itens importantes estão atrelados a ela.

Parte dos jogadores não descarta a mecânica, mas defende que o problema é a falta de profundidade. “Tudo bem ter pesca, mas eu preferiria que ela evoluísse para um jogo de pesca completo. Não é divertido se parece só um gacha”, afirmou um usuário. Outro foi ainda mais enfático sobre o que considera o padrão ideal: “Se o jogo te deixa pescar, quero que vá a detalhes absurdos. Me dê opções de isca, equipamento, distribuição de espécies, estações e ecologia. Desde peixes de água doce e salgada até peixes-chefe lendários e histórias de pescadores que perderam os braços para uma mordida. Quero tudo isso.”

Uma das observações mais comentadas do debate trouxe uma perspectiva de dentro da indústria. Alguns usuários levantaram a hipótese de que minigames simples, como pesca e agricultura, são frequentemente usados para treinar contratações recentes e estagiários, por serem sistemas mais fáceis de especificar e implementar.

O debate, no fim, não chegou a um veredicto único: há quem defenda a remoção da pesca por completo, quem argumente que o problema é a execução superficial, e quem simplesmente peça que a mecânica nunca bloqueie o progresso principal. O consenso mais próximo é que um bom minigame de pesca precisa existir por mérito próprio, e não apenas para justificar um lago bonito no mapa.

Fonte: Automaton Media


📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio

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