Metro 2039 tem primeiras impressões positivas e promete resgatar o melhor da franquia
As primeiras impressões de Metro 2039 começaram a surgir após diferentes veículos internacionais terem acesso a versões de demonstração do novo jogo da 4A Games. Embora ainda seja cedo para falar em uma avaliação definitiva, existe um consenso bastante claro entre as prévias: o novo Metro conseguiu recuperar a identidade dos primeiros jogos sem simplesmente abandonar as ideias introduzidas por Metro Exodus.
Após o maior foco em áreas abertas de Exodus, Metro 2039 aposta em uma estrutura intermediária, combinando túneis lineares com pequenas áreas abertas densamente preenchidas por locais para explorar, recursos, inimigos e segredos. O resultado, segundo os veículos que experimentaram o jogo, é uma experiência que consegue unir sobrevivência, exploração, combate e horror de maneira mais equilibrada.
Um retorno às raízes sem abandonar Exodus
Um dos pontos mais elogiados nas prévias é justamente a estrutura de exploração. Em vez de reproduzir os grandes mapas de Metro Exodus, a 4A Games optou por áreas menores e mais concentradas. O jogador pode seguir diretamente para o objetivo principal ou se aventurar por prédios abandonados, túneis, lojas, hotéis e outros locais espalhados pelo cenário. Essa abordagem foi destacada positivamente por diferentes veículos porque faz com que a exploração tenha um propósito.
Os recursos encontrados podem ser utilizados para fabricação, enquanto projetos permitem desbloquear novos acessórios para armas. Além disso, documentos, gravações e outros elementos ajudam a expandir o universo do jogo. A exploração também é limitada pelas próprias mecânicas de sobrevivência.
Na superfície, o jogador precisa administrar filtros da máscara de gás e outros recursos, criando uma espécie de pressão constante para não permanecer tempo demais em determinadas áreas. Assim, Metro 2039 parece ter encontrado um meio-termo entre a linearidade de Metro 2033 e Last Light e a liberdade de Exodus.
Outro ponto praticamente unânime é a qualidade da exploração. Os cenários foram construídos para recompensar a curiosidade, com prédios abandonados podem esconder armas, recursos, projetos, documentos e outros elementos importantes. O mais interessante é que esses itens não ficam necessariamente destacados de maneira artificial, muitas recompensas estão escondidas no próprio cenário, exigindo que o jogador observe cuidadosamente o ambiente.
Isso ajuda a preservar uma das características mais importantes da franquia: a sensação de estar explorando um mundo destruído que existia antes da chegada do jogador. A direção de arte e o nível de detalhes também foram amplamente elogiados.
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O terror voltou a ganhar protagonismo
Se existe um aspecto que aparece repetidamente nas prévias, é o retorno do horror psicológico. Metro 2039 parece estar muito mais interessado em assustar o jogador do que Exodus a a presença dos Dark Ones e de fenômenos sobrenaturais volta a ter maior importância, enquanto determinadas áreas apresentam acontecimentos que vão além dos tradicionais confrontos contra mutantes.
Uma das seções mais elogiadas é uma creche abandonada, descrita como uma experiência particularmente perturbadora. Vozes, visões, objetos que parecem mudar de lugar e acontecimentos inexplicáveis criam uma atmosfera que lembra mais um survival horror do que um FPS convencional.
O destaque, segundo uma das prévias, é que o jogo não depende apenas de jumpscares, a tensão vem principalmente da ambientação e da sensação de que existe algo errado no cenário.
Combate é um dos maiores avanços
O gunplay também recebeu muitos elogios. A munição continua sendo um recurso importante, enquanto o peso das armas, o recuo e a possibilidade de utilizar diferentes acessórios fazem com que os confrontos sejam mais táticos. O jogo permite combinar furtividade e combate direto, dando diversas opções para o jogador, como apagar fontes de luz, utilizar armas silenciadas e realizar eliminações furtivas ou simplesmente partir para o confronto aberto.
A variedade de possibilidades também é ampliada pelo sistema de personalização, sendo possível modificar praticamente todos os aspectos das armas, desde miras e carregadores até componentes internos. Além disso, a limpeza dos equipamentos voltou a ser importante, já que armas sujas podem apresentar problemas durante os combates, reforçando a necessidade de manutenção.
A inteligência artificial ainda precisa melhorar
Entre as críticas mais específicas, a inteligência artificial aparece como um dos pontos que ainda precisam de trabalho. Certos portais observaram que alguns mutantes apresentam comportamentos relativamente simples e que podem abandonar rapidamente a perseguição quando o jogador entra em determinados locais. Isso acaba reduzindo um pouco a tensão dos confrontos na superfície.
Os inimigos humanos, por outro lado, parecem oferecer encontros mais interessantes, especialmente quando o jogador utiliza furtividade e aproveita o próprio cenário para encontrar rotas alternativas. Como as versões testadas ainda são preliminares, existe espaço para que esses problemas sejam corrigidos antes do lançamento.
O consenso é extremamente positivo
Apesar das ressalvas, o panorama geral é bastante favorável. As prévias apontam Metro 2039 como uma evolução cuidadosa da fórmula, em vez de uma reinvenção radical. A 4A Games parece ter entendido quais elementos de Exodus funcionaram e quais características dos primeiros jogos precisavam voltar.
Exploração mais concentrada, sobrevivência, atmosfera claustrofóbica e terror psicológico formam a base da nova experiência. Depois de sete anos desde Metro Exodus, tudo indica que a espera pode valer a pena.
📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio
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