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Se você gostou de Atelier of Witch Hat, estes 7 animes de fantasia são a próxima escolha

Atelier of Witch Hat conquistou espaço entre os animes de fantasia por seguir um caminho um pouco diferente do habitual. Em vez de apostar apenas em batalhas ou mundos gigantescos, a obra coloca o foco na descoberta, no aprendizado da magia e no encanto de observar personagens crescendo diante de um universo cheio de regras próprias.

Para quem terminou a obra e ficou procurando algo que mantenha esse mesmo sentimento de exploração, contemplação e fantasia bem construída, existem várias opções que seguem ideias parecidas, algumas pelo lado visual, outras pelo ritmo mais tranquilo ou pela forma como tratam magia e amadurecimento.

Somali and the Forest Spirit (Somali to Mori no Kamisama)

Em um universo de fantasia dominado por divindades, monstros e criaturas antropomórficas, a humanidade foi caçada quase até a extinção devido a guerras passadas. Nesse cenário hostil, um Golem ancestral, cuja função secular é vigiar o equilíbrio de uma floresta sagrada, encontra uma garotinha humana órfã chamada Somali. Movido por um impulso inexplicável que desafia sua própria natureza mecânica e apática, o guardião assume a paternidade da criança e inicia uma longa viagem transcontinental para localizar outros sobreviventes de sua espécie.

O enredo é impulsionado por uma urgência melancólica, dado que o tempo de funcionamento biológico do Golem está chegando ao fim, tornando a busca uma corrida silenciosa contra o próprio desgaste físico. A obra explora com delicadeza o preconceito sistêmico, mostrando o medo mútuo entre raças diferentes e a pureza do olhar infantil que ignora as barreiras do ódio histórico. Os cenários exuberantes, repletos de flora e fauna bioluminescentes, servem como moldura para uma crônica tocante sobre a brevidade dos laços afetivos.

Wandering Witch: The Journey of Elaina (Majo no Tabitabi)

Acompanhamos a trajetória de Elaina, uma jovem prodígio que realiza o sonho de infância de se tornar uma bruxa oficial e decide cruzar as fronteiras do mapa sem rumo predefinido. A estrutura narrativa adota um formato estritamente episódico, registrando suas breves estadias em diferentes reinos, cidades fortificadas e vilarejos isolados. Cada localidade visitada possui leis, costumes e segredos culturais próprios, funcionando como crônicas independentes sobre o comportamento humano.

O tom das aventuras oscila com crueza entre a leveza da descoberta e a melancolia de realidades desoladoras. Elaina abdica deliberadamente do arquétipo da heroína virtuosa que soluciona as mazelas do mundo; em vez disso, assume o papel de uma observadora neutra, testemunhando injustiças, tragédias e dilemas éticos sem interferir diretamente no curso dos eventos locais. Essa postura confere à obra uma sobriedade realista que contrasta com a doçura de sua estética inicial.

The Ancient Magus’ Bride (Mahoutsukai no Yome)

Chise Hatori é uma jovem que, após uma vida marcada pelo abandono e pela capacidade involuntária de enxergar criaturas sobrenaturais, decide vender a si mesma em um leilão clandestino. Ela é comprada por Elias Ainsworth, um mago enigmático com feições de crânio animal, que a acolhe no interior da Inglaterra rural não apenas como sua aprendiz de feitiçaria, mas também como sua futura companheira.

O desenvolvimento central afasta-se dos romances convencionais para focar na reabilitação emocional e na lenta superação do trauma de rejeição da protagonista. A magia aqui não se resume a feitiços utilitários ou pirotecnia visual; ela é retratada como uma força antiga, orgânica e perigosa, intrinsecamente ligada aos humores da natureza e aos pactos com fadas e espíritos caprichosos. Há uma dualidade constante entre o aconchego doméstico e a crueza de um mundo místico que não se importa com as convenções da moralidade humana.

Little Witch Academia

Kagari é uma adolescente comum que decide ingressar na renomada Academia de Magia motivada pelo deslumbramento de ter assistido, na infância, ao espetáculo de uma bruxa performática. O grande entrave reside no fato dela não pertencer a nenhuma linhagem tradicional de feiticeiras, o que resulta em uma aptidão mágica praticamente nula e em extremas dificuldades para executar as lições elementares da escola.

A obra discute com bastante dinamismo o conflito geracional entre a modernização tecnológica e a insistência dogmática na preservação de rituais arcaicos que perderam a utilidade prática na sociedade contemporânea. A teimosia passional de Kagari atua como a força disruptiva necessária para chacoalhar as estruturas conservadoras da academia, provando que o entusiasmo pode oxigenar saberes moribundos.

Ranking of Kings (Ousama Ranking)

O enredo centraliza-se na figura de Bojji, um pequeno príncipe surdo e desprovido de força física que almeja herdar a coroa de seu falecido pai, um gigante lendário. Menosprezado abertamente pela nobreza e ridicularizado pelo povoado devido às suas limitações de comunicação, o destino do garoto toma um rumo complexo ao cruzar caminhos com Kage, o último sobrevivente de um clã de sombras assassinas.

O desenvolvimento do roteiro subverte com maestria as convenções maniqueístas dos contos de fadas tradicionais, revelando camadas de vulnerabilidade psicológica mesmo nos antagonistas mais cruéis. A força que move Bojji não emana de um poder místico latente ou de uma reviravolta conveniente, mas sim de sua perseverança inabalável e da preservação de uma bondade genuína diante do cinismo da corte.

Frieren: Beyond Journey’s End (Sousou no Frieren)

A crônica estabelece seu ponto de partida no momento exato em que os grandes épicos costumam subir os créditos: a celebração do retorno dos heróis após derrotarem o Rei Demônio. A protagonista, uma maga elfa cuja percepção temporal é moldada por uma longevidade milenar, despede-se de seus companheiros e descobre, décadas mais tarde, o peso do envelhecimento e da finitude humana com a morte do paladino do grupo.

A condução da história foca majoritariamente na cadência lenta do tempo, na doçura melancólica das memórias e na sacralidade oculta na rotina diária. A nova travessia de Frieren pelo continente, agora guiando uma jovem aprendiz órfã, serve como uma reiteração literal dos passos dados no passado, transformando a busca por feitiços aparentemente inúteis, como criar campos de flores, em pontes de afeto com aqueles que já partiram.

Delicious in Dungeon (Dungeon Meshi)

Após sofrerem uma derrota devastadora nos níveis mais profundos de um labirinto subterrâneo e presenciarem um membro da equipe ser devorado por um dragão, o guerreiro Laios e seus companheiros remanescentes decidem retornar imediatamente ao perigo. Sem recursos financeiros para adquirir novos equipamentos ou provisões, o grupo adota uma estratégia de sobrevivência radical: alimentar-se exclusivamente dos monstros que habitam as câmaras da masmorra.

Mais do que uma sátira sobre jogos de RPG, o enredo se debruça sobre o funcionamento minucioso de um ecossistema fechado e a cadeia alimentar que sustenta a vida naquelas profundezas. Cada criatura fantástica possui uma anatomia, hábitos reprodutivos e defesas naturais explicados sob uma lógica quase científica, transformando o ato de cozinhar em um estudo sério sobre ecologia e nutrição.


📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio

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