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MaxMRM defende uso moderado de IA após críticas ao teaser do novo projeto da Pulsatrix Studio

A discussão sobre o uso de inteligência artificial na indústria dos games voltou aos holofotes após uma publicação do estúdio brasileiro Pulsatrix Studio. Em um teaser do novo projeto, o estúdio postou uma arte com a frase “Em Breve”, o qual conta com a marca de gerado por IA. Isso acabou gerando comentários negativos, como um usuário criticando o uso da tecnologia para fazer “até uma arte simples”.

Diante das críticas recebidas na postagem nas redes sociais, o criador de conteúdo Max MRM, que atuou como diretor criativo do mais recente jogo do estúdio, saiu em defesa do uso moderado da tecnologia e esclareceu que a IA não foi utilizada no desenvolvimento de nenhum dos jogos da empresa. Ele também criticou o fato das pessoas adorarem “focar no negativo“.

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Segundo Max, tanto Fobia – St. Dinfna Hotel quanto A.I.L.A. contam com centenas de artes produzidas manualmente, em sua maioria pela artista Marcela Shimoto, além de documentos cujos textos também foram escritos à mão. Para ele, esse trabalho artesanal acabou sendo ofuscado por críticas direcionadas a um elemento simples criado com auxílio de IA.

De acordo com o desenvolvedor, a ferramenta foi utilizada apenas para gerar um texto exibido sobre um fundo preto em uma publicação nas redes sociais, sem substituir o trabalho de qualquer profissional. “Não usamos IA em nenhum jogo que lançamos, foi uma OPÇÃO, uma ESCOLHA nossa não usar”, comentou.

Max, no entanto, argumenta que utilizar inteligência artificial como ferramenta de apoio para tarefas simples não deveria ser visto como algo negativo. Em sua visão, a tecnologia pode aumentar a produtividade do profissional sem substituir sua criatividade ou seu trabalho. Para ilustrar seu ponto, ele comparou a situação ao uso de equipamentos na construção civil.

“É como chegar para um pedreiro e dizer: ‘Você está usando uma betoneira? Que absurdo! Mistura esse cimento na mão.’ Usar uma ferramenta não substitui o profissional. Pelo contrário: ajuda o próprio profissional a trabalhar com mais eficiência”, argumentou Max.

O diretor também lamentou que parte da comunidade tenha dado mais atenção ao uso pontual da IA do que ao trabalho artístico presente nos jogos do estúdio. Segundo ele, as críticas ignoram o esforço investido na produção manual de artes e textos, concentrando-se apenas em um detalhe utilizado em uma publicação promocional.

A IA nos games

O uso da inteligência artificial está cada vez mais difundido nos games. O Google afirmou no início deste ano que cerca de 90% dos estúdios de desenvolvimento já utilizam ferramentas de inteligência artificial, segundo uma pesquisa realizada pela empresa durante a Gamescom 2026. A empresa ainda afirma que os jogadores já consomem jogos desenvolvidos com apoio de IA, mesmo sem saber.

Entre as com maior apoio à tecnologia, o Google citou a Capcom, embora a empresa já tenha informado oficialmente que utiliza IA generativa apenas para aumentar a eficiência em áreas como gráficos, som e programação, sem criar assets que vão para o produto final. Como exemplo de aplicação, a Google explicou que ferramentas como Nano Banana e Gemini podem gerar e selecionar elementos de cenários durante a pré-produção, permitindo que as equipes concentrem seus esforços criativos em personagens, inimigos e outros conteúdos considerados mais importantes.


📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio

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