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Estúdio de Star Wars Zero Company afasta cerca de 80% da equipe semanas antes do lançamento

Star Wars Zero Company chegou ao mercado em 27 de agosto com críticas amplamente positivas e um score de 85 no Metacritic, mas por trás do sucesso se esconde uma situação preocupante: segundo o site Game File, cerca de 80% dos funcionários do estúdio desenvolvedor Bit Reactor foram colocados em licença não remunerada semanas antes do lançamento do jogo, ou seja, mantiveram o vínculo empregatício, mas foram retirados da folha de pagamento ativa.

De acordo com uma fonte ouvida pela publicação, apenas um grupo reduzido de funcionários permaneceu no estúdio após as demissões temporárias, justamente para monitorar e responder a relatórios de bugs após o lançamento. Um representante do Bit Reactor confirmou ao veículo que a medida havia sido adotada antes mesmo de se saber como seria a recepção do jogo pelo público, descrevendo-a como uma decisão difícil.

O estúdio também deixou claro que a escolha foi exclusivamente sua, sem qualquer envolvimento da EA, publicadora do título, ou da Disney, detentora da propriedade intelectual de Star Wars. O número exato de colaboradores afetados não foi divulgado.

Quem veio a público falar sobre a situação foi Zachariah Scott, artista de narrativa cinemática que trabalhou no Bit Reactor por três anos e afirmou ter sido demitido do estúdio em maio de 2026. Em uma publicação no LinkedIn, ele criticou duramente a postura da empresa e de seus parceiros durante o período de lançamento.

“É doentio e bizarro ver todo esse pessoal da EA e da Disney, assim como a equipe sênior da Bit Reactor, fazendo todas essas postagens com nota 10/10 sobre o enorme sucesso de Star Wars: Zero Company e elogiando o trabalho da equipe, enquanto aparentemente escondem o fato de que a equipe foi colocada em licença não remunerada semanas atrás”, escreveu ele.

“É uma cena repugnante, mas infelizmente comum: mais um jogo corporativo chegando ao topo do Steam enquanto a equipe fica desempregada e sem qualquer participação nos lucros. Seria uma história bem diferente se tivessem sido transparentes desde o início. Agora, parece que estão tentando manter a equipe em suspenso, com boas intenções e mais promessas vazias.”

Scott também contou ao Game File que, ao longo do fim de semana, conversou com quase uma dúzia de funcionários do Bit Reactor. A maioria confirmou ter sido colocada em licença não remunerada três semanas antes do lançamento e demonstrou pouca confiança de que todos terão seus empregos de volta, mesmo que parte da equipe retorne das licenças não remuneradas.

O contraste entre o sucesso comercial e crítico do jogo e a realidade enfrentada pela maior parte de sua equipe de desenvolvimento levanta questões sérias sobre as práticas da indústria, um debate que está longe de ser novo, mas que casos como o do Bit Reactor tornam difícil de ignorar.

Fonte: Video Games Chronicle


📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio

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