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Ubisoft remove de seu relatório a polêmica frase de que microtransações tornam jogos “mais divertidos”

A polêmica em torno das microtransações de Assassin’s Creed Black Flag Resynced rendeu mais do que críticas nas redes sociais: a Ubisoft silenciosamente removeu de seu mais recente relatório financeiro a já infame afirmação de que microtransações tornam seus jogos “mais divertidos”. A ausência foi notada pelo jornalista Stephen Totilo.

O preço das microtransações

O remake do clássico de 2013 chegou ao mercado custando R$ 299,99, só que logo na semana de lançamento, jogadores identificaram que o título trazia aproximadamente R$ 424,91 em microtransações disponíveis para compra. Parte delas se restringe a cosméticos, mas outra parte é de natureza funcional, oferecendo atalhos de progressão para quem quiser avançar mais rápido sem pagar apenas com horas de jogo. A reação foi imediata, com o título sendo alvo de críticas e review bombs no Steam.

A Ubisoft respondeu às críticas reforçando que nada do conteúdo essencial está bloqueado atrás de pagamento adicional. “Queremos deixar um ponto claro: a edição padrão é a experiência completa. Cada missão, cada ilha, a história inteira e o mundo completo estão lá, sem nada retido. Os pacotes adicionais são extras totalmente opcionais para jogadores que os desejam, nunca um requisito para aproveitar ou completar o jogo”, disse a empresa em comunicado.

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A frase que desapareceu do relatório

O verdadeiro ponto de atenção, no entanto, está no que a Ubisoft escolheu esconder. Em julho do ano passado, a empresa causou comoção ao apresentar a investidores o argumento de que sua abordagem de monetização em jogos premium “torna a experiência do jogador mais divertida ao permitir que personalizem seus avatares ou progridam mais rapidamente“. A declaração foi recebida com ironia generalizada fora dos círculos corporativos.

Agora, no Documento de Registro Universal 2025-26, um relatório de 356 páginas, a frase simplesmente não existe mais. A seção sobre modelo de negócios e estratégia é praticamente idêntica à do ano anterior, com uma diferença flagrante: o texto para antes da parte polêmica. O que restou foi apenas o seguinte trecho: “Na Ubisoft, a regra de ouro ao desenvolver jogos premium é permitir que os jogadores desfrutem do jogo por completo sem precisar gastar mais.” O complemento sobre diversão foi cortado.

Fonte: Eurogamer


📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio

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