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8 animes que tinham tudo para fazer sucesso, mas fracassaram

Nem todo anime cercado de expectativa consegue alcançar o resultado esperado. Às vezes o projeto reúne um estúdio famoso, uma campanha de marketing pesada ou até um mangá muito popular como base, mas algo dá errado no caminho.

Problemas de roteiro, adaptações apressadas, decisões criativas controversas ou simplesmente falta de interesse do público podem transformar apostas promissoras em grandes decepções. Por isto, aqui vai uma seleção de animes que chegaram com potencial enorme, mas acabaram ficando muito abaixo do que fãs e produtores esperavam.

Undead Unluck

Com um dos sistemas de poderes mais criativos da atualidade e uma animação sólida da David Production, esse anime tinha tudo para ser o novo queridinho do público. Ele traz uma mistura de ação exagerada com conceitos de azar e imortalidade que é muito interessante.

O ponto negativo aqui não foi por falta de qualidade, mas por circunstâncias de mercado. Lançado em uma janela onde concorria com gigantes como Jujutsu Kaisen, ele acabou sendo ofuscado e não conseguiu gerar o engajamento necessário para furar a bolha.

Uzumaki

A obra de Junji Ito é famosa por ser inadaptável devido ao detalhamento visceral e bizarro de suas ilustrações. Quando o Adult Swim lançou o primeiro trailer, a fidelidade ao preto e branco e a fluidez da animação deixaram todos boquiabertos. Parecia que, finalmente, o horror japonês ganharia uma versão definitiva nas telas.

O desastre, porém, começou no segundo episódio. A qualidade caiu de um abismo, com os movimentos tornaram-se duros, os personagens perderam as proporções e o que antes era assustador tornou-se quase cômico de tão mal executado. Problemas de produção e prazos apertados destruíram o que poderia ter sido uma obra-prima.

Vampire Knight

Este foi um pilar da cultura otaku dos anos 2000, alimentando a sede por romances góticos e dramas de vampiros em ambiente escolar. O triângulo amoroso entre Yuuki, Kaname e Zero era o combustível que mantinha as discussões acaloradas nos fóruns da época.

A grande mancada foi o abandono. O anime parou no meio do caminho, deixando pontas soltas gigantescas enquanto o mangá continuava aprofundando a história por anos. Quem assistiu ficou sem uma resolução real, o que gerou um sentimento de frustração duradouro.

One-Punch Man (Temporada 2 e 3)

Depois de uma primeira temporada que quebrou a internet com a qualidade da Madhouse, a troca de estúdio para a J.C.Staff na segunda fase foi recebida com desconfiança. O público esperava que o padrão de luta espetáculo fosse mantido, mas a realidade foi bem diferente.

As lutas, que antes eram fluidas e impactantes, deram lugar a quadros estáticos e um uso excessivo de texturas metálicas em CGI que tiravam toda a imersão. Onde havia dinamismo, passou a haver preguiça visual, frustrando quem acompanhava o Saitama pela adrenalina das cenas de ação. A situação só piorou com a terceira temporada, que virou até piada.

Katanagatari

Escrito por Nisio Isin, o gênio por trás de Monogatari, esse anime tinha uma proposta visual lindíssima, lembrando pinturas tradicionais japonesas. A ideia de episódios longos, quase como filmes mensais, dava um ar de prestígio ao projeto.

Contudo, o formato de lançamento e o excesso de diálogos, marca registrada do autor, acabaram afastando o público médio. Muita gente esperava um anime de samurai com muita ação, mas recebeu debates filosóficos extensos que testavam a paciência de quem não estava acostumado com o estilo.

Platinum End

Vindo dos mesmos criadores de Death Note, esse anime carregava um peso enorme nas costas. A premissa de um jogo mortal entre candidatos a Deus parecia o cenário perfeito para os jogos mentais e dilemas morais que a dupla domina tão bem.

Infelizmente, o protagonista provou ser um dos personagens mais apáticos e irritantes dos últimos tempos. A história se arrastava em diálogos filosóficos rasos, e o ritmo era tão lento que muitos espectadores abandonaram a obra antes mesmo da metade.

The Promised Neverland (Temporada 2)

A primeira temporada foi impecável, um suspense de dar nó no estômago que deixou todo mundo ansioso pela continuação. O material original (o mangá) tinha arcos incríveis que os fãs estavam loucos para ver animados, mas tudo desapareceu com a chegada da segunda temporada.

O que o estúdio fez foi um crime contra a narrativa. Cortaram arcos inteiros, removeram personagens vitais e resumiram anos de história em uma montagem de slides vergonhosa no último episódio. Foi uma pressa inexplicável que destruiu toda a tensão e o desenvolvimento que haviam sido construídos.

Lazarus

Com a assinatura de Shinichiro Watanabe (de Cowboy Bebop) e a infraestrutura do estúdio MAPPA, Lazarus era o queridinho dos críticos antes mesmo de estrear. A promessa era de uma mistura estilizada de jazz, ação frenética e ficção científica de alta linhagem.

Apesar do visual competente, o anime falhou em criar uma alma própria. A narrativa não conseguiu prender o espectador com o mesmo carisma das obras anteriores do diretor, resultando em algo que parecia mecanicamente perfeito, mas emocionalmente vazio. Faltou aquela faísca que transforma um bom anime em um clássico, e no fim, geral dropou.


📰 Notícia originalmente publicada em GameVicio

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